“Foi tudo uma montagem”, diz Laercinho sobre denúncia de agricultor

"Os adversários quiseram arrumar coisa contra mim", diz candidato Laercio Mathias (PP) / Foto: Pop Mundi RV: Porque ser candidato a deputado estadual numa cidade onde existem 12 candidatos? Laercinho: Aí é que é bom. Aonde tem muito concorrente, se você
09/09/2014 às 00h00
 - Atualizado há 12 anos

“Os adversários quiseram arrumar coisa contra mim”, diz candidato Laercio Mathias (PP) / Foto: Pop Mundi

RV: Porque ser candidato a deputado estadual numa cidade onde existem 12 candidatos?

Laercinho:Aí é que é bom. Aonde tem muito concorrente, se você ganhar aí vai provar que você é bom mesmo. Eu tenho o asfalto do Paiolzinho que eu consegui, a coleta de lixo rural, a limpeza das panfletagens que são entregues na cidade, enfim, tem várias coisas, e tem muito mais. Olhando num parâmetro geral, o que eu já fiz na cidade e o que eu aprendi de política, e como fazer política, eu posso trazer muito mais para Franca e região. Então é esse o motivo que coloquei o meu nome aí na apreciação da população.

RV: Temos conhecimento que o Ministério Público está investigando possíveis irregularidades na “Estrada do Paiolzinho”, envolvendo aquele caso muito comentado na cidade de Franca e região, sobre a vaca. O senhor pensou em desistir da candidatura em razão de todos esses problemas.

Laercinho:Jamais. Então, o Ministério Público não me chamou até hoje, tomara que ele me chame. Isso foi tudo uma montagem, é um negócio de louco, não devo nada, não tem nada a ver.

RV: O senhor tem o nome dos denunciantes, quem montou essa falsa toda, ou não?

Laercinho:Não tenho o nome porque está em segredo de Justiça, isso na hora certa vai aparecer.

RV: Mas o senhor foi absolvido na Câmara Municipal por uma comissão de ética, que na grande verdade, pertence praticamente a base.

Laercinho:Não tinha nada a ver com base. Eram quatro homens, três sentados com um “medão” danado da imprensa, porém homens responsáveis, que viram que eu não devia nada, eles podiam ter me condenado pra frente, não sei o que iria virar.

RV: Agora, o senhor acha certo oferecer dinheiro, vaca no caso, no setor de uma obra pública, uma obra de estrada municipal?

Laercinho:Eu não ofereci dinheiro em obra pública municipal. Dizem que tem um vídeo de meia hora, eu não vou assistir perder tempo com isso, eu tenho é que trabalhar. A minha profissão é corretor de imóveis, então eu peguei um alqueire de terra, dividi pelo preço que valia, e o metro quadrado dava R$ 511, aí eu falei para o senhor que daria uma ajuda de custo, que era do meu bolso. A minha sorte desse tal vídeo que eles falam, eu ofereci do dinheiro meu. Em momento nenhum falei coisa da Prefeitura, falei de vereador, nem de candidato – acho que era o que eles queriam saber.

RV: O senhor está processando os possíveis mandantes, possíveis denunciantes?

Laercinho:Isso tudo está previsto.

RV: Sério?

Laercinho:As coisas tem que acontecer na hora certa e no momento certo. Para que comer cru, vamos com calma. O Ministério Público ainda não me chamou, de certo vai chamar. Aí já vou estar como deputado e vou estar muito mais forte para responder isso.

RV: Na última eleição o senhor apoiou a Delegada Graciela Ambrósio que era oposição ao atual prefeito Alexandre Ferreira. Após o processo eleitoral e a posse do novo prefeito, o senhor passou a ser da chamada base do Executivo Municipal, por quê?

Laercinho:Logo que passou as eleições, eu fui eleito, sentei com ela e disse para ela que gostaria de trabalhar para ajudar a cidade, mas para isso tem que trabalhar com o prefeito. Tenho uma posição para ajudar a cidade e não o prefeito, mas tudo que ele manda de bom sou obrigado a votar com ele, e quando eu visto a camisa, seja do prefeito, da Graciela ou de quem for eu faço para valer.

RV: Sua imagem não ficou prejudicada com tudo isso?

Laercinho:Ficou foi muito falada, muito gostosa. Os adversários quiseram arrumar uma coisa contra mim e agora ficam falando de mim também. Não tenho medo, minha consciência está tranquila.

Confira o 2º bloco da entrevista:

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