Alemanha e Argentina fazem “revanche” da final da Copa

Apenas 51 dias depois da final da Copa do Mundo, a tetracampeã Alemanha volta a enfrentar a Argentina, em partida amistosa marcada para esta quarta-feira (3). em Düsseldorf, que não terá a presença do craque Lionel Messi, lesionado. O reencontro é mera co
03/09/2014 às 00h00
 - Atualizado há 12 anos

Apenas 51 dias depois da final da Copa do Mundo, a tetracampeã Alemanha volta a enfrentar a Argentina, em partida amistosa marcada para esta quarta-feira (3). em Düsseldorf, que não terá a presença do craque Lionel Messi, lesionado.

O reencontro é mera coincidência, já que o amistoso foi marcado em março. Ambos os técnicos descartam a ideia de uma revanche por aquele 1 a 0 dos alemães no Maracanã e veem o duelo como o pontapé inicial para um novo ciclo.

“Podemos ver este jogo como ponto final da Copa do Mundo no Brasil e o início de uma nova era”, afirmou o treinador alemão Joachim Low, que já está de olho na Eurocopa de 2016, na França.

Por mais que a torcida argentina queira que sua seleção dê o troco no adversário que frustrou o sonho do tri, Gerardo Tata Martino também disse que “ganhar não é a prioridade”.

“Este jogo não tem nada a ver com o último. O resultado de amanhã (quarta-feira) não pode substituir o que aconteceu na final ou nos deixar mais tranquilos, porque a Copa do Mundo é única”, explicou.

O ex-treinador do Barcelona, que fará sua estreia à frente dos Hermanos, admitiu, contudo, ter a ambição de montar uma equipe que seja “protagonista no jogo”.

Para Tata, a chave é “ter a posse de bola e saber quando trabalhar mais o jogo ou fazer ataques mais diretos”.

Essa filosofia é bem distinta da de seu antecessor, Alejandro Sabella, que na Copa do Mundo armou uma equipe bastante defensiva, que apostava nos contra-ataques.

Alemanha sem 9 campeões mundiais

O técnico Low não poderá contar com nove jogadores que participaram da campanha do tetra, entre eles Bastian Schweinsteiger, que foi escolhido para usar a braçadeira de capitão no lugar de Philipp Lahm, um dois três campeões que se aposentaram da seleção depois da Copa (junto com Klose e Mertesacker).

Boateng, Hummels, Ozil e Khedira estão lesionados, mas o técnico ganhou um reforço de peso, o meia Marco Reus, do Borussia Dortmund, que foi cortado do Mundial na última hora por ter sofrido uma lesão no tornozelo durante um amistoso, na véspera da viagem ao Brasil.

“O sucesso nos deixou ainda mais famintos”, explicou Low. “O nosso objetivo é claro: não queremos esperar tanto tempo para conquistar o próximo título. Queremos conquistar a Eurocopa em 2016”, avisou o treinador, que foi mantido no cargo durante oito anos mesmo sem levantar um troféu.

No total, Low está há mais de dez anos trabalhando com a seleção, já que foi auxiliar de Jurgen Klinsmann de 2004 a 2006. O último grande título da Alemanha em uma grande competição internacional antes da Copa tinha sido há 18 anos, na Eurocopa de 1996.

Novidades na Argentina A Argentina também tem um objetivo a curto prazo: a Copa América de 2015, no Chile. Durante um ano, a seleção só jogará amistosos, mas precisará encontrar um equilíbrio entre a necessidade de resultado na competição continental e de renovação rumo à Copa do Mundo de 2018, na Rússia.

O novo ciclo começa sem a presença de Messi, que foi cortado por conta de uma sobrecarga no músculo da coxa direita.

Martino, no entanto, deve apostar no talento de Angel Di María, que se tornou no jogador mais caro da história da Premier League ao ser contratado por 75 milhões de euros pelo Manchester United junto ao Real Madrid.

“Vamos jogar num 4-4-3 que poderá mudar em função de como se estrutura o meio de campo da Alemanha”, antecipou o treinador.

Além dos vice-campeões mundiais, Martino convocou novos jogadores ofensivos, como Erik Lamela, do Tottenham, e Nicolas Gaitan (Benfica).

Tata pretendia manter Messi como capitão, mas Javier Mascherano deve usar a braçadeira no lugar do companheiro de clube do Barcelona.

Por mais que ambas as seleções estejam dispostas a deixar a Copa para trás, será impossível não ter lembranças da épica final da última edição quando os jogadores entrarem em campo.

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