Estreia de “O Rebu” mostra produção de qualidade e promete fortes emoções

Com um capítulo de meia hora sem intervalos, a estréia de "O Rebu", nova novelas das 23h da Globo, mostrou que a emissora não se esqueceu como se faz grandes tramas. Mesmo sem ser surpreendente - e vindo logo depois de um dos capítulos da última semana da
15/07/2014 às 00h00
 - Atualizado há 12 anos

Com um capítulo de meia hora sem intervalos, a estréia de “O Rebu”, nova novelas das 23h da Globo, mostrou que a emissora não se esqueceu como se faz grandes tramas. Mesmo sem ser surpreendente – e vindo logo depois de um dos capítulos da última semana da enfadonha “Em Família” -, a novela mostrou que pode trazer um alívio para a teledramaturgia, tão sofrida nos últimos meses.

Sophie Charlote é Duda /Foto:Reprodução

Sem grandes alardes, pois a maior parte do roteiro já havia sido divulgada em sites pela própria emissora, a novela começou com um misterioso assassinato. O protagonista Bruno Ferraz, vivido por Daniel Oliveira, foi encontrado morto na piscina da casa da poderosa Ângela Mahler, interpretada por Patrícia Pillar. O momento da morte não poderia ser mais inapropriado: Bruno morreu durante a festa de 20 anos de sua namorada, ou pelo menos uma de uma das tantas mulheres que seduziu, Duda, filha de Ângela.

Parece que Bruno carregava muitos motivos para ser odiado e terminar morto. Em alguns flashbacks, que serão recorrentes dentro da trama, e também em algumas falas, é possível notar que ele incomodava muita gente. De amante a negociador sem escrúpulos, o rapaz não colecionou os melhores relacionamentos, sejam eles no trabalho ou na vida amorosa – que até agora já lhe deu duas amantes reveladas: a amargurada Gilda, vivida por Cássia Kis Magro, que parece viver um casamento de aparências com seu marido. Chocada com a morte do moço, logo descobrimos que ela planejava fugir com ele para se livrar de sua vida de sofrimento. Do outro lado, temos inocente Duda, vivida por Sophie Charlotte, que vivia um amor proibido contra a vontade da mãe.

Ágil, a trama mostrou um pouco de cada um de seus protagonistas, e já deixou claro que, nessa festa, todos são suspeitos. Num mundo de glamour da alta sociedade carioca, a trama pretende mostrar uma espécie de bastidores daquilo que não se vê nas revistas se misturado com um mistério (com um ar de Agatha Cristie), em que a pergunta principal é “quem é o assassino?”.

Clima quente

Apelando para sensualidade sem se voltar para a nudez, o primeiro capítulo explorou uma festa bem quente, regada à bebida e com sugestão de drogas para alguns convidados, como no caso de Vic, vivida por Camila Morgado. Não faltou gente bebendo demais e exagerando na pista de dança, clima que logo foi quebrado por conta do baque com a notícia do crime.

Algo que chamou a atenção foi o excesso de intimidade entre os convidados. Com muito contato físico, a relação entre todos os presentes na festa insinuava que todos ali eram mais íntimos do que pareciam. Logo de cara, a festa, que foi o cenário inicial, foi cenário de encenações quentes (em especial entre as atrizes). A proximidade de rostos entre Patrícia Pillar e Cássia Kis também era evidente durante a interação das personagens e, assim como quase tudo o que aconteceu na trama até agora, sugeria um contato ainda mais estreito entre as duas.

Audiência

Mesmo com tantos predicados, a novela amargou a pior estreia das 23h. Porém, a novela não irá ao ar às quartas-feiras após os jogos o que pode ajudar nos números, que por enquanto giraram na casa dos 22,7 com picos de 33 pontos. A ideia de começar a exibir a trama na segunda-feira, após a novela das 21h, mostra o interesse da Globo em extinguir a “Tela Quente”.

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