Dia Mundial do Rim: Pedras renais se tornam mais frequentes no calor

O forte calor que tem se intensificado pelo Brasil, além do desconforto, esconde uma série de riscos à saúde que vão desde problemas de pele até a maior incidência no número de casos de dengue. Outro problema grave causado pelo calor é a formação dos cálc
13/03/2014 às 00h00
 - Atualizado há 12 anos

O forte calor que tem se intensificado pelo Brasil, além do desconforto, esconde uma série de riscos à saúde que vão desde problemas de pele até a maior incidência no número de casos de dengue. Outro problema grave causado pelo calor é a formação dos cálculos renais, mais conhecidos como pedras nos rins. Nos períodos mais quentes do ano, os casos de cálculo renal aumentam, em média, 30%. O principal fator que leva a isso é o aumento na transpiração.

O médico urologista do corpo clínico da Santa Casa de Misericórdia de Ituverava, Dr. Ricardo José Sandoval Garcia, explicou porque as pedras nos rins são mais frequentes quando o clima está mais quente. “Existem quatro principais maneiras em que o corpo humano perde líquido: suor, fala, urina e fezes. Uma das funções básicas dos rins é filtrar todo o sangue, variando de 4 a 5 litros por pessoa, fazendo com que substancias essenciais voltem para a corrente sanguínea e os excessos sejam excretados pela urina, inclusive líquidos, por onde são eliminadas pequenas partículas que poderão vir a formar cálculos renais”, explicou. “Portanto, é indicado que as pessoas aumentem a ingestão de líquidos, para que os rins ‘lavem’ os cálices renais, onde é feita a filtração do sangue pelos rins, e os canais de excreção renal”, ressaltou.

Alimentos

Ainda de acordo com ele, a alimentação inadequada também pode contribuir para que surjam pedras nos rins. “É importante, que além da ingestão de maior volume de líquidos, a pessoa tenha uma alimentação adequada, evitando ingerir o que contribui para a formação dos cálculos renais”, destacou. Ele ainda enfatizou que, “No entanto, é importante lembrar que a boa alimentação sempre deve ser acompanhada pelo aumento da ingestão de líquidos, como água, suco de frutas e diversos chás. Só uma boa alimentação não é capaz de evitar a formação das pedras nos rins”.

Pedras nos rins

A litíase, conhecida popularmente como pedra no rim ou cálculo renal, é um acúmulo de matéria mineral ou orgânica (cálcio, ácido úrico, amônia, magnésio) que se cristaliza e forma uma pedra dentro dos rins, a qual pode se locomover pela urina. Mais de 15% da população mundial apresenta cálculos renais, sendo que a maioria dos casos consegue expelir as pedras naturalmente, pela urina.

Sintomas

Os sintomas dos cálculos renais podem variar, passando pelo aumento da frequência para ir ao banheiro, pequenos desconfortos para urinar e até dores localizadas. É importante também ficar atento a outros sintomas. Se a urina está escura e com sangue, se há dor, ânsia, vômito, febre ou fraqueza é recomendado procurar um médico para investigar o caso.

O médico pode solicitar exames de sangue e urina para diagnosticar. Já entre os exames de imagens, os mais indicados para descobrir o cálculo são a ultrassonografia e tomografia. Se o paciente sentir cólica renal deve procurar um hospital, onde os médicos aplicam soro e medicamentos para aliviar a dor. Em 90% as pedras são liberadas de forma espontânea. Em casos mais graves, quando há dor e infecção urinária, mas o cálculo não sai de forma natural, é necessário retirá-lo por meio de cirurgia.

Recomendações

  • Beber muita água regularmente. De dois a três litros por dia. Essa é a medida mais importante para prevenir cálculos renais;
  • Utilizar um filtro de papel quando houver a possibilidade de estar eliminando um cálculo. A análise de sua composição pode orientar o médico na escolha do tratamento mais adequado;
  • O uso de medicamentos contra dor deve ser prescrito pelo médico. Alguns deles são desaconselháveis para pessoas com problemas estomacais ou para gestantes;
  • Controlar a ingestão de alimentos ricos em proteínas e cálcio, se os cálculos forem formados por excesso de ácido úrico ou cálcio;
  • Não se automedicar nem faça o próprio diagnóstico. Procure atendimento médico, especialmente se tiver dores intensas nas costas ou no abdômen e sinais de sangue na urina.

Fonte: Tribuna de Ituverava

Veja também:

Maternidades podem ser obrigadas a diagnosticar língua presa em recém-nascidos

Nove coisas que você deve saber antes de cortar o glúten da sua dieta

Leia também:

Escolha sua rádio