
Dia da Mulher: Deputada federal defende participação feminina em cargos de poder
“Mulher, tome partido! Filie-se!”. Esse é nome da campanha encabeçada pela deputada Federal Maria do Socorro Jô Moraes (PCdoB/MG), ou, apenas, Jô Moraes, como é conhecida, que pretende incentivar a participação decisiva das mulheres na política do país. “Temos, praticamente, garantido o apoio do Tribunal Superior Eleitoral em reforçar a campanha para que as mulheres se integrem à política. Nós queremos que, neste mês, sejam ampliados os espaços da mulher no poder”, garantiu, fazendo referência ao mês de Março e, especialmente, ao Dia Internacional da Mulher.
Jô Moraes / Foto: Reprodução
Além de deputada, Jô é coordenadora da Bancada Feminina na Câmara e exerce seu segundo mandato na Casa, após ser eleita em 2006 e 2010. Foi coordenadora da Comissão Pró-Federação de Mulheres de Minas Gerais, em 1982, presidente fundadora do Movimento Popular da Mulher de Belo Horizonte, em 1983, e primeira presidente da União Brasileira de Mulheres, em 1989.
Sobre a participação das mulheres na política brasileira, Jô garante que é impressionante. “Nós somos quase metade da população economicamente ativa. E somos um crescente número de doutoras. Nas universidades, as mulheres têm presença majoritária e não apenas nas áreas de humanas e sociais. O grande desafio para nós está exatamente na área do poder. Porque nas organizações sociais, nas empresas, as mulheres têm se destacado e ocupado inúmeros lugares. Queremos, agora, que a sociedade nos permita estar presente nos lugares de decisão, onde se manda e se define a política”, ressaltou.
De acordo com o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 51,5% da população brasileira são mulheres, ou seja, mais de 97 milhões de brasileiras. Mas, nas eleições de 2010, apenas 45 mulheres foram eleitas deputadas Federais, representando 8,77% das cadeiras da Casa. No Senado, são apenas oito senadoras das 81 vagas, o que representa menos de 10% do total. “Eu diria que a bancada está em um momento especial, porque, apesar de ser minoritária, ao final do ano passado, conquistamos a criação da Secretaria da Mulher, em que a Câmara possibilita toda uma estrutura para que a gente possa reforçar os projetos das mulheres e, sobretudo, defender seus direitos”, explicou Jô.
A deputada é, ainda, autora dos livros “Pelos Direitos e Pela Emancipação da Mulher” e “Esta Imponderável Mulher”, que tratam sobre a discriminação de gênero. “Nós dizemos que a maior dificuldade é o sistema político eleitoral vigente no país. Sem dúvida, a forma como o poder econômico influência o resultado dos votos dificulta para elas, que, em geral, não contam com esse apoio econômico para serem eleitas”, explicou a deputada, que garante, ainda, que essa não é a única dificuldade enfrentada pelas mulheres. “É evidente a dificuldade própria da vida delas. Elas têm que cuidar dos filhos, elas têm que trabalhar, e resta pouco tempo para que possam se fazer presente na maioria dos espaços de poder”, salientou.
Apesar das dificuldades, a deputada acredita que esse cenário deve mudar em breve. “Nós estamos sentindo, segundo as últimas pesquisas, que a população está confiando na presença das mulheres na política. Acreditem nelas, porque as mulheres podem!”, finalizou.
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