
Mãe busca tratamento para recém-nascido que não teve doença detectada durante pré-natal
Toda futura mãe se preocupa em fazer o acompanhamento pré-natal para observar o desenvolvimento do filho e descobrir com antecedência, se for o caso, algum problema de saúde. No caso de Gisele Alves Ferreira, o procedimento não teve o resultado esperado e seu filho nasceu com uma séria doença congênita que não foi detectada no momento certo.
O filho de Gisele, Djhuan, atualmente com um mês de vida, foi diagnosticado, após o nascimento, com “má formação múltiplos congênitos”, uma enfermidade que resulta na má formação dos ossos e prejudica o desenvolvimento da criança. O problema, contudo, não foi detectado durante o pré-natal e agora Gisele tem que correr contra o tempo para conseguir o tratamento adequado para o seu filho.
Segundo ela, o pré-natal foi feito corretamente no Pronto-Socorro Central, em São Joaquim da Barra, inclusive com a realização dos ultrassons de três, cinco e oito meses. No exame de cinco meses foi constatado um problema na coluna da criança, que, entretanto, não foi comunicado a ela.
A mãe só foi descobrir o problema dois dias depois do parto, quando finalmente viu a criança – com as perninhas retorcidas, o joelho virado e os braços enrijecidos. Até então, ninguém havia falado nada. E mesmo depois de Gisele ver a condição do filho, ela quase não recebeu explicações além do nome clínico da doença. Procurado pelo Pop Mundi, o médico não foi encontrado para falar sobre o caso.
Ainda de acordo com Gisele, ela foi informada que deveria procurar uma vaga no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto para conseguir o tratamento, que, para ter bons resultados, deve ser feito o mais rápido possível. Contudo, segundo ela, o Hospital garante que, no momento, não há vagas e não há previsão para o atendimento.
Gisele procurou, então, o prefeito de São Joaquim da Barra, Marcelo de Paula Mian, que tentou ajudar a mãe com uma carta de recomendação dele e de um médico do Pronto-Socorro Central. Mas a situação permanece a mesma, sem nenhuma uma resposta do Hospital.
Para piorar, o menino também desenvolveu uma hérnia, que o faz sofrer muitas dores. “Você vai pegar Djhuan, e ele chora de dor. E não dá nem pra saber onde está doendo”, explicou Gisele. Enquanto isso, o único tratamento recomendado é fisioterapia, já que nenhum medicamento pode reduzir os sintomas.
Por sua vez, a assessoria da Secretaria de Saúde do estado de São Paulo informou que não existe nenhum pedido de internação feito à Divisão Regional de Saúde em Ribeirão Preto em nome do menino.
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