
Caso Joaquim: após encontro do corpo, mãe e padrasto são presos
Mãe e padrasto são suspeitos de terem matado o menino / Foto: EPTV
Após a descoberta do corpo do menino Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, neste domingo (10), a Justiça decidiu decretar a prisão temporária da mãe e do padrasto, como já havia sido pedido pela polícia antes do garoto ser encontrado. Natália Ponte e Guilherme Longo devem permanecer presos por 30 dias, segundo decisão do juiz plantonista Cássio Ortega de Andrade.
O corpo da criança foi encontrado na manhã de domingo no Rio Pardo, próximo a Barretos, cinco dias após seu desaparecimento. Mãe e padrasto estiveram no IML para reconhecer o corpo de Joaquim. A descoberta comprova a teoria de homicídio que a polícia já sustentava, após cachorros treinados terem indicado que o cheiro do garoto acabava na margem do rio. Os cães também reconheceram o cheiro do padrasto no mesmo percurso.
Segundo o promotor do caso, Marcus Túlio Nicolino, a certeza de homicídio permitiu que a prisão fosse decretada. “Antes não tínhamos a certeza de que era um homicídio. Agora temos a declaração do médico. Somadas a isso, evidências que tínhamos anteriormente de que não houve participação de terceiros no fato, e que colocavam o padrasto e a mãe como principais suspeitos, fizeram com que o juiz se convencesse da prisão temporária”, afirmou.
De acordo com o resultado do IML, os pulmões do garoto não apresentavam água, o que indica que ele não morreu por afogamento, mas sim que foi assassinado antes de ser jogado no rio. Ele foi encontrado com o mesmo pijama descrito pela mãe no dia do desaparecimento.
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