Câncer de testículos é frequente em adultos entre 25 e 35 anos

 Câncer de testículo é frequente em homens com idade entre 25 e 35 anos/ Foto: Reprodução Durante este mês, a campanha Novembro Azul, que busca a conscientização sobre o diagnóstico precoce do câncer de próstata, está em veiculação em todo o Brasi
10/11/2013 às 00h00
 - Atualizado há 12 anos

Câncer de testículo é frequente em homens com idade entre 25 e 35 anos/ Foto: Reprodução

Durante este mês, a campanha Novembro Azul, que busca a conscientização sobre o diagnóstico precoce do câncer de próstata, está em veiculação em todo o Brasil. Entretanto há outro câncer que atinge o sexo masculino, também muito preocupante, mas pouco divulgado: o câncer de testículos.

Os testículos fazem parte do órgão reprodutivo masculino e são responsáveis pela produção dos espermatozoides. De acordo com o urologista de Uberaba Dr. Alysson Roberto Bruno Junqueira de Moraes, os tumores malignos de testículos representam o câncer mais frequente em homens com idade inferior a 45 anos, 1 a 1,5% dos tumores do sexo masculino e 5% dos tumores urológicos. A faixa etária mais afetada é entre 25 a 35 anos.

“A principal característica do câncer de testículos é a presença de massa escrotal ou de um nódulo endurecido no testículo encontrado na palpação”, explica o urologista. Ele ainda ressalta que não há uma causa definida para o câncer, mas se sabe que alguns fatores de risco podem estar associados, como a criptorquidia -a permanência do testículo fora da bolsa escrotal depois do nascimento -, uma síndrome genética rara e o histórico familiar.

O urologista explica que não há maneira segura de prevenir a enfermidade, pois ainda não se conhece a causa a causa de câncer de testículo. As únicas possibilidades de tratamentos são dos casos de criptorquidia, que devem ser corrigidas rapidamente. “No entanto, o autoexame todos os meses representa um meio de detectar qualquer alteração importante para diagnóstico precoce”, esclarece.

Moraes relata que o índice de mortalidade depende da histologia do tumor e do diagnóstico precoce. “Quando precocemente diagnosticado a doença tem chance de cura com baixa mortalidade”, defende.

Em Uberaba, Morais afirma que não há conscientização específica sobre a importância do conhecimento do tema. “A divulgação é feita somente em universidades”, conclui.

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