Explosão de carro-bomba fere nove pessoas na Colômbia

Explosão de carro-bomba fere nove pessoas na Colômbia / Foto: Reprodução A explosão de um carro-bomba, terça-feira (15), deixou nove pessoas feridas no norte do departamento colombiano de Cauca. As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), qu
15/10/2013 às 00h00
 - Atualizado há 12 anos

Explosão de carro-bomba fere nove pessoas na Colômbia / Foto: Reprodução

A explosão de um carro-bomba, terça-feira (15), deixou nove pessoas feridas no norte do departamento colombiano de Cauca. As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que tem forte presença na região, não reconheceram a autoria, embora o governo responsabilize a Sexta Frente da s Farc pelo atentado .

O carro – bomba foi detonado próximo a uma ponte sobre o R io Mandivá, a 12 quilômetros da cidade de Santander de Quilichao. Além dos feridos, entre eles quatro crianças, a explosão destruiu dez casas. Segundo a polícia, o carro u sado , um Land Rover, explodiu às 2h da madrugada (4h no horário de Brasília).

No ano passado a guerrilha foi responsabilizada por atentados que destruíram duas pontes em localidades próximas à explosão d esta terça-feira .

Santander de Quilichao fica a uma hora de Toribio . A região tem grande presença de índios da etnia Nasa e foi alvo de mais de 600 ataques da guerrilha nos últimos dez anos.

Além de viver sob constante fogo cruzado entre o E xército e a guerrilha, Santander de Quilichao e cidade de Toribio, também na região, ficam em uma área de cultivos de drogas ilícitas, como a maconha e a coca. Outro problema enfrentado é o recrutamento de crianças para o conflito.

As Farc e o governo do país negociam o fim do conflito armado desde outubro do ano passado, mas a demora n o fechamento de acordos parciais t e m levado a opinião pública do país a não confiar no processo.

Apesar disso, houve um acordo parcial sobre o tema agrário , o primeiro item dos cinco acertados para a pauta negociada. O governo e a guerrilha negociam, desde maio, mas ainda sem sucesso, o segundo ponto da agenda, que trata d a participação política das Farc, caso um acordo de paz seja fechado.

No ú ltimo fi m de semana (14), a mesa negociadora encerrou a 15ª rodada de conversações, em Havana, capital de Cuba, sem conseguir firmar um acordo sobre o tema. O governo acusa a guerrilha de negociar em um ritmo mais lento que o habitual. As Farc, entretanto, alegam que necessitam de tempo para o processo.

Os negociadores do governo e da guerrilha não descartam a possibilidade de as negociações ser em interrompidas durante o período eleitoral. As eleições presidenciais estão previstas para maio do ano que vem.

Fonte: Agencia Brasil

Leia também:

Escolha sua rádio