
Anastasia quer encontro com Alckmin para liberar gasoduto até Uberaba (MG)
Após encaminhar um relatório técnico ao governo de São Paulo, o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), aguarda um encontro com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) para discutir a viabilidade de um gasoduto saindo do Estado para atender a fábrica de amônia que será construída pela Petrobras em Uberaba (MG).
O governador mineiro quer convencer os colega paulista da viabilidade do projeto, que seria tocado pela Cemig. Porém, o governo Alckmin acredita que os custos da obra e a logística são inviáveis, e defende a fábrica da Petrobras em São Carlos (232 km de São Paulo), por onde já passa o gasoduto Brasil-Bolívia.
Na sexta-feira (25), os secretários de São Paulo José Aníbal (Energia) e Julio Semeghini (Planejamento e Desenvolvimento Regional) defenderam o investimento da Petrobras no Estado. Semeghini negou qualquer possibilidade do governo paulista de impedir a obra do gasoduto, enquanto Aníbal afirmou que a fábrica ainda não está definida em Uberaba.
“Não, não tem isso “, disse Semeghini após ser perguntado. “O que é analisado é uma questão técnica. O governo de São Paulo é extremamente institucional. Estamos em um debate muito grande, muito mais por uma definição de logística entre os interessados “, afirmou.
Aníbal afirmou que conversou na manhã de sexta-feira com o ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, e que ele teria dito que ainda não há definição sobre a localização da fábrica de amônia da Petrobras, se São Paulo ou Minas. “Em São Paulo é melhor por causa da logística e dispensa o gasto com a construção do gasoduto”, disse.
Os dois participaram na sexta do 7º Congresso dos Municípios do Noroeste Paulista, organizado pela AMA (Associação dos Municípios da Araraquarense) em Olímpia (438 km de São Paulo).
Na quinta-feira (24), o prefeito de Uberaba, Paulo Piau (PMDB) se reuniu em Brasília (DF) com os ministros Lobão e Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e pediu intervenção do governo federal no caso. “Fui pedir ao governo federal para administrar essa disputa “, disse o peemedebista.
A presidente Dilma Rousseff já garantiu que a fábrica será instalada em Uberaba. “Os ministros reforçaram a garantia de que a planta de amônia é de Minas e que não haverá alteração no projeto”, afirmou o prefeito.
No encontro em Brasília, duas alternativas foram tratadas para levar gás natural ao Triângulo Mineiro. Uma seria o já cogitado gasoduto de transporte vindo de São Carlos e outra seria um duto partindo da capital mineira, Belo Horizonte. Entretanto, Piau argumentou que o custo do projeto dobraria em ambos os casos.
Segundo o peemedebista, a proposta do gasoduto saindo de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo) está orçada em US$ 230 milhões. Já a construção do ramal a partir de São Carlos custaria US$ 518 milhões. A alternativa de Belo Horizonte está estimada em US$ 800 milhões.
“É bom saber que temos opções, mas precisamos insistir em trazer o gás por Ribeirão. A questão está no impacto do investimento no preço final do produto. Se for caro demais, a amônia terá um custo alto”, disse Piau.
Fonte: Folha Online
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