Patriota destaca perfil do Brasil como mediador de conflitos internacionais

Antonio Patriota - Foto: Democracia PoliticaEm Oslo, na Noruega, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, detalhou nessa terça-feira (18), por cerca de uma hora e meia, o papel do Brasil como mediador de conflitos no mundo. Patriota destac
19/06/2013 às 00h00
 - Atualizado há 13 anos

Antonio Patriota – Foto: Democracia PoliticaEm Oslo, na Noruega, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, detalhou nessa terça-feira (18), por cerca de uma hora e meia, o papel do Brasil como mediador de conflitos no mundo. Patriota destacou os esforços em defesa do diálogo e da diplomacia como instrumentos para dirimir impasses. O chanceler ressaltou que o Brasil serve ainda como referência internacional pela atuação em favor da inclusão social e em defesa do desenvolvimento sustentável, da segurança alimentar e, sobretudo, da capacidade de escutar outros países.O chanceler está na Noruega para participar do fórum internacional, promovido pelo Norwegian Peacebuilding Resource Centre (Noref) e por um grupo de pesquisadores independentes chamado de Prio. Bem-humorada, a moderadora do fórum, editora internacional da BBC World, Lyse Doucet, disse que o Brasil atualmente é conhecido por três “s”:sun(sol), samba esoccer(futebol). Segundo ela, agora deve ser acrescentado mais um “s”: o de solucionador de problemas. Doucet perguntou a Patriota como o Brasil pode ser mediador mundial.O chanceler respondeu que o Brasil é um dos 12 países do mundo a ter relações universais, pois mantém relações diplomáticas com os outros 192 membros das Nações Unidas e mais a Palestina. Ele ressaltou que o Brasil dispõe de mais embaixadas na África do que o Reino Unido. Lembrou que o país é uma das dez maiores economias do mundo e atua ativamente em vários blocos, inclusive no G20, na União de Nações Sul-Americanas (Unasul) e no Brics (Brasil, Rússia, Índia e África do Sul).Patriota é convidado de honra do fórum. Também participa das discussões o representante da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Liga Árabe à Síria, Lakdar Brahimi. O chanceler brasileiro e Brahimi devem ter uma reunião hoje (19). O ministro faz a palestra intitulada O Conselho de Segurança das Nações Unidas: Um Momento para o Multilateralismo, a Diplomacia e a Reforma.Nas suas apresentações, Patriota costuma defender a urgência da reforma do Conselho de Segurança da ONU. Criado após a 2ª Guerra Mundial, nos anos 1940, o órgão reproduz a estrutura daquela época. Para o chanceler, é fundamental ampliar o número de assentos permanentes e rotativos na entidade.Atualmente, o Conselho de Segurança é formado por 15 países, dos quais cinco são membros permanentes – os Estados Unidos, o Reino Unido, a França, Rússia e China – e dez são membros rotativos. Nesse caso, o tempo de duração é dois anos e depois são substituídos. A defesa por uma reforma do órgão faz parte da política externa brasileira. Em seus discursos, a presidenta Dilma Rousseff argumenta que o formato atual do conselho não reflete o mundo contemporâneo nem as forças políticas.Porém, a reforma do Conselho de Segurança esbarra em questões de políticas regionais e, por isso, a dificuldade de negociar um acordo em busca de consenso. Nas Américas, por exemplo, existiria apenas mais uma vaga. A disputa envolve o Brasil, a Argentina e o México que querem garantir espaço como membro titular do órgão.Fonte: Agência Brasil

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