Filme “The Purge” mostra gosto crescente pela violência nas telas

Ainda sem tradução, filme estreou em primeiro nos EUA e entra para a lista de produções baratas que deram certo Cartaz do filme "The Purge", que estreia em novembro no Brasil (Foto:Divulgação) U$3 milhões de dólares. Risível para a indústria de cinema am
14/06/2013 às 00h00
 - Atualizado há 13 anos

Ainda sem tradução, filme estreou em primeiro nos EUA e entra para a lista de produções baratas que deram certo

Cartaz do filme “The Purge”, que estreia em novembro no Brasil (Foto:Divulgação)

U$3 milhões de dólares. Risível para a indústria de cinema americana, foi esse o valor que custou “The Purge” aos cofres da Universal. Com uma boa divulgação, o filme conseguiu o feito de arrecadar, só em seu final de semana de estreia, mas de U$37 milhões de dólares, e desbancar astros como Owen Wilson e Vince Vaughn do primeiro lugar.

A palavra “Purge” sugere em português algo como “expurgar”, “limpar”, e esse é o tema do filme. Ambientado numa América fictícia, onde desemprego e violência não existem graças a uma medida drástica (uma noite por ano todos os tipos de crimes são permitidos), o filme recebeu classificações de idade altas devido a violência que apresenta. De quebra, além de tudo isso, “The Purge” mostra uma crescente valorização pelo público por produções desse tipo: baratas e ligadas na violência, tanto espiritual quanto física.

Nos últimos anos, filmes como “A Filha do Mal”, “O Último Exorcismo”, “Atividade Paranormal” todos com baixo orçamento e focadas sempre no lado ruim da vida, e muitas vezes mal focados em relação ao enquadramento, essas obras tem arrastado o público para o cinema. Com exceção de Atividade Paranormal que virouculte se tornou uma franquia de sucesso a maioria pode até lotar cinemas, mas as críticas são em sua maioria negativas.

Por outro lado, os filmes “B” que andam povoando a internet, e muitas vezes sendo melhores do que as obras de Hollywood no quesito terror e até mesmo qualidade, não podem ser deixadas de lado. Muitas vezes focados na violência brutal e em histórias quase inacreditáveis (que em sua maioria nem possuem tradução para português), filmes como “Home Movie” ( que conta a história de dois pequenos gêmeos psicopatas), Rabious (um filme de terror israelita que fala sobre humanos infectados com raiva) e até “Atrocious” (o único dos três que foi traduzido horrivelmente como “O Misterioso Assassinato de uma Família”) são apenas exemplo desse tipo de produção que muitas vezes gerados de forma independente, podem abusar muito mais daquilo que muitos fãs de terror gostam: violência e sangue.

Mas entre todas essas obras, uma merece destaque. “The Poughkeepsie Tapes” conta a história de um assassino que mata e grava seus atos. Ele decide então manter uma de suas vítimas em cárcere privado assistindo suas atrocidades e muitas vezes, participando involuntariamente do que ele faz. O final do filme é chocante e filmado em forma de documentário real, e pode ser comparado à casos como o do sequestrador americano que manteve presas por mais de dez anos suas vítimas.

Vale uma pesquisada na internet em busca dessas títulos que muitas vezes, são desconhecidos do grande público. Sá não vale se impressionar. Assista ao trailer de “Atrocious” que apesar de contar quase todo o filme, não tira em quase nada o suspense final.

Leia também:

Escolha sua rádio