
Estudo alerta: dividir a cama com o bebê pode ser perigoso
Britânicos apontam que esse comportamento pode aumentar em cinco vezes o risco de morte súbita em bebês
Foto: bebe.abrilA chegada de um bebê é sempre motivo de atenção e cuidados redobrados, principalmente, para os pais de primeira viagem. Na intenção de cuidar e proteger, muitos pais resolvem dividir a cama com o recém-nascido. Segundo um estudo britânico esse comportamento aparentemente correto pode aumentar em cinco vezes o risco da síndrome de morte súbita em bebês.Apesar de inúmeras pesquisas a respeito, a síndrome da morte súbita infantil, ou síndrome da morte súbita do lactente (SMSL) não é uma doença específica. Trata-se de um diagnóstico que os especialistas dão quando um bebê aparentemente saudável morre sem explicação. Especialistas ainda não conseguiram desvendar esse fenômeno, porém, acredita-se que diversos fatores são responsáveis por alterar a respiração do bebe, levando-o a morrer durante o sono.No estudo feito pela London School of Hygiene & Tropical Medicine, em Londres, especialistas comparam casos de mortes com ou sem compartilhamento da cama a casos onde os bebês sobreviveram ao primeiro ano de vida compartilhando ou não a cama com os pais. O estudo comparou quase 1.500 casos de SMSL com um grupo de controle com cerca de 4.500 bebês saudáveis.Excluindo os fatores de risco já conhecidos como sufocamento, inalação de gases expirados e superaquecimento, 81% das mortes súbitas em bebês com menos de três meses estudados poderiam ter sido evitadas se eles não tivessem dormido na mesma cama em que os pais.
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