
Quais são os procedimentos para a escolha de um novo Papa?
Foto: Gazeta do Povo
Perante a Igreja Católica, é necessário haver um líder supremo a fim de exercer a função de governador de toda a legião de católicos, bem como, para exercer a função de chefe do Estado do Vaticano. No entanto, importante traçar algumas considerações acerca do que acontece quando um Papa morre ou renuncia sua função, tal como aconteceu esta semana com o Papa Bento XVI. Há todo um processo para a escolha de um novo Papa e são critérios um tanto quanto burocráticos.
Primeiramente, de acordo com estudiosos, as eleições Papais na idade média não eram realizadas de maneira pacífica como hoje. Antigamente, os cidadãos figuravam como eleitores, porém graças ao Papa Nicolau II, o processo de votação foi alterado, colocando apenas os cardeais aptos para o procedimento.
Os cardeais capazes de votar, conforme o Direito Canônico, são apenas aqueles com idade inferior a 80 anos de idade, sendo que quem inseriu este limite de idade foi o Papa Paulo VI.
A conclave corresponde a uma reunião de 135 cardeais confinados, sem contato com o mundo exterior, para a eleição de um novo Líder Católico, a quem é dado o nome de Papa. Neste período, os Cardeais não podem receber qualquer correspondência, contato telefônico ou acessar a qualquer meio de comunicação. A fiscalização é descomunal. Os Cardeais ainda proferem juramentos de sigilo absoluto acerca das pautas discutidas durante a clausura.
O pleito é realizado dentro de uma clave na capela Sistina e ocorrem várias votações. É comum não se eleger um Papa nas primeiras tentativas, já que a regra é que o candidato possua dois terços de todos os votos. As escolhas acontecem durante dias, até que se chegue a umveredicto.
Todos os dias, as cédulas de votação usadas são queimadas e, caso não seja eleito um novo Papa, os papéis são imersos a um produto químico especial que, ao queimar, produz uma fumaça preta que se dispersa pela chaminé da Capela. Esta fumaça tem o condão de informar ao mundo Católico que ainda não foi escolhido o novo líder.
Quando se chega ao resultado necessário, o Papa eleito tem a opção de recusar ou não sua nova posição. Caso aceite, não é possível se arrepender. Os papéis são novamente queimados e expelem uma fumaça branca, simbolizando que há um novo Papa.
Após eleito, o pontífice deve escolher um novo nome para si. A prática é feita com base em um relato bíblico, em que Jesus escolhe Simão para ser seu substituto temporário e, logo após, muda o seu nome para Pedro, ”Tu és Pedro e sobre essa pedra edificarei a minha Igreja” (Mt 16:18).
O novo Papa é exibido na praça de São Pedro e o Camerlengo (cardeal supremo com autoridade abaixo do Pontífice) profere as tradicionais palavras em latim ”Habemus Papam”, que significa, ”Temos um Papa”.
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