
Representantes LGBTQIA+ pedem segurança e repudiam ato de violência
Na manha desta terça-feira (31), utilizando a Tribuna Livre da câmara dos vereadores, Lê Magalhães, que integra o grupo Afronte!, utilizou o espaço para falar sobre o episódio de agressão acontecido na EXPOAGRO quando uma mulher transexual e seu namorado foram violentamente agredidos. O caso ganhou repercussão nacional e será investigado pela Secretaria de Justiça e Cidadania de SP
Lê Magalhães, em entrevista à Rádio Imperador e Portal Pop Mundi, fez um apelo e denúncia para que a câmara se responsabilize pelo incidente e também para que as pessoas se sensibilizem com a comunidade trans. Além disso, destacou a falta de segurança do município para com a comunidade LGBTQIA+ uma vez que é preciso “políticas públicas e pautar as questões da comunidade nos próprios mandatos dessas pessoas é fundamental para que a gente se sinta pertences à cidade de Franca”.
Lê destaca sobre um projeto que não foi aprovado pela câmara no ano passado. Na ocasião, eles pediam no projeto uma semana voltada para a educação social de jovens, adolescentes e toda a comunidade Francana com o objetivo de educar, ensinar e ter respeito. No entanto, o projeto não passou na câmara, “por conta disso, infelizmente, hoje temos que estar aqui falando sobre uma das nossas que foi agredida em um evento daqui da cidade” afirmou.
Nessa direção, Magalhães ressalta não há espaços de lazer uma vez que “nós não conseguimos ocupar lugares que são feitos para toda a cidade de Franca. Nós não conseguimos estar nas praças públicas, não conseguimos andar à noite, quando estudantes não conseguimos acessar o centro da cidade e, agora, a EXPOAGRO que teve essa questão de ter pessoas da nossa comunidade insegura e sendo agredidas”.
Daniela Guimarães, fundadora do Grupo Fenix, também esteve na câmara dos vereadores para repudiar o ato de violência ocorrido na EXPOAGRO. Ela destaca que “esperamos das autoridades que sejam tomadas as devidas providências porque a transfobia é crime”.
Cairo Still reforçou que o caso de violência acontecido na cidade é um reflexo da falta de representatividade na câmara municipal. “Enquanto não tivermos pessoas realmente dispostas para analisar projetos de leis voltados às diversidades, de maneira sensata e humana, acho que não vai funcionar”, disse ele.
Também esteve presente Leontter Reche, integrante do Close Certo, o primeiro coletivo de LGBTQIA+ de Franca, que usou a Tribuna para repudiar o ato de violência e evidenciou sua decepção em relação à câmara dos vereadores não demonstrar o verdadeiro respeito para com a sua comunidade. Reche reforçou ainda a falta de apoio, “mais do que uma data comemorativa a gente precisa de políticas públicas efetivas que garantam a nossa vida, a dignidade, acesso a educação, emprego e a cidade, que é negado em todas as esferas dentro de nossa cidade”.
Ouça a entrevista com Lê Magalhães:
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