Fora da cidade onde vota? Eleitor pode justificar ausência pelo e-Título

Aplicativo permite justificar o não comparecimento no dia da votação; prazo para regularizar a ausência pode chegar a 60 dias após cada turno
04/10/2026 às 10h01
 - Atualizado há 2 horas
Foto: Agencia BR

Eleitores que estiverem fora do município onde votam neste domingo, 4, durante o primeiro turno das Eleições 2026, poderão justificar a ausência pelo aplicativo e-Título. Em todas as cidades do país, a justificativa pode ser feita diretamente pelo celular ou tablet, durante o horário de votação, das 8h às 17h, no horário de Brasília. A medida facilita o atendimento e pode evitar filas nos pontos de justificativa instalados pela Justiça Eleitoral.

Quando a justificativa é feita no próprio dia da eleição pelo e-Título, não é necessário apresentar documentos que comprovem o motivo da ausência. O aplicativo utiliza a geolocalização do aparelho para verificar se o eleitor está em um município diferente daquele onde possui o título. A opção está disponível para eleitores com a inscrição eleitoral em situação regular ou suspensa. Se a pessoa não conseguir justificar pelo aplicativo, também poderá preencher o Requerimento de Justificativa Eleitoral e entregar o documento impresso na seção eleitoral mais próxima ou em um dos locais definidos pela Justiça Eleitoral, apresentando um documento oficial com foto.

Quem não justificar no dia da votação terá até 60 dias após cada turno para regularizar a situação, pelo e-Título, pelo Autoatendimento Eleitoral na internet ou presencialmente em um cartório eleitoral. Para o primeiro turno, o prazo termina em 3 de dezembro de 2026. Já para uma eventual ausência no segundo turno, a data limite será 8 de janeiro de 2027. É importante lembrar que, caso o eleitor deixe de votar nos dois turnos, será necessário apresentar uma justificativa para cada ausência.

O voto é obrigatório para brasileiros alfabetizados entre 18 e 70 anos. Quem faltar a três eleições consecutivas sem justificar a ausência ou pagar as multas correspondentes pode ter o título cancelado. Enquanto a situação não for regularizada, o eleitor também pode enfrentar restrições, como dificuldades para obter passaporte ou documento de identidade, participar de concursos públicos, renovar matrícula em instituições oficiais de ensino e realizar outros atos que exigem quitação eleitoral.

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