
Empresária de Franca tem nome usado em esquema internacional de tráfico de drogas

A empresária Gabriele Amador Silva, de Franca, teve o nome associado a uma investigação sobre tráfico internacional de drogas no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. O caso ganhou ainda mais repercussão após ser divulgado em rede nacional no último domingo (18). Segundo as investigações da Polícia Federal, organizações criminosas recrutavam funcionários com acesso a áreas restritas do terminal para facilitar a movimentação de entorpecentes e o embarque de cocaína em voos internacionais. No caso de Gabriele, uma mala com drogas teria sido enviada em nome dela sem seu conhecimento.
A empresária viajou com o namorado para os Estados Unidos e o Canadá, em maio de 2026. Durante um voo entre os dois países, uma de suas malas foi extraviada e só foi devolvida 18 dias depois, no aeroporto de Toronto. Após retornar ao Brasil, ela recebeu uma intimação policial. Segundo as informações da investigação, duas malas abandonadas na esteira de bagagens do aeroporto de Guarulhos foram encontradas com 25 quilos de haxixe cada. A apuração busca esclarecer como os nomes dos passageiros foram utilizados e se houve troca ou uso indevido de etiquetas.
As investigações também apontam diferentes estratégias utilizadas pelos grupos criminosos, como o transporte de drogas em veículos de serviço, o uso de acessos restritos e a troca de etiquetas de bagagens. Em uma das ocorrências, um funcionário tentou se esconder no telhado de uma instalação do aeroporto durante uma perseguição. Ele acabou detido, e 33 quilos de cocaína foram apreendidos. A suspeita é de que trabalhadores de setores como limpeza e transporte de bagagens tenham sido aliciados para receber os entorpecentes e encaminhá-los às aeronaves.
O esquema inclui ainda o chamado tráfico reverso, modalidade em que drogas são enviadas de regiões como América do Norte, Europa e Ásia para o Brasil. Conforme os dados divulgados sobre a investigação, quase cinco toneladas de entorpecentes haviam sido apreendidas no aeroporto em 2026 até a publicação das informações, e 274 pessoas tinham sido presas por tráfico no mesmo período. A Polícia Federal continua investigando o caso para identificar os envolvidos no transporte e os responsáveis por coordenar as operações criminosas.
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