Hepatites virais: conheça os sinais que indicam o avanço da doença e saiba como se proteger

Especialista alerta que prevenção e diagnóstico precoce são essenciais para evitar complicações hepáticas
05/08/2026 às 16h39
 - Atualizado há 2 horas

As hepatites virais podem comprometer o funcionamento do fígado sem provocar sintomas evidentes durante anos. Sintomas inespecíficos leves ou a ausência de sinais nas fases iniciais fazem com que muitas pessoas descubram a doença já em estágio avançado. A prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais para reduzir os impactos da doença.

As hepatites virais são infecções que inflamam o fígado e, no Brasil, são causadas principalmente pelos vírus A, B e C — existem também os tipos D e E. Segundo a hepatologista Silvia Soares, os quadros merecem atenção especial pelo comportamento silencioso. “Cerca de 70% dos casos de hepatite viral aguda são assintomáticos, o que permite que a doença evolua sem ser detectada. Quando há sinais, isso sugere comprometimento hepático mais avançado”, explica. Os sintomas podem incluir fadiga, perda de apetite, náuseas, desconforto no lado direito do abdômen e icterícia (pele e olhos amarelados).

Nas hepatites que podem se tornar crônicas, especialmente as causadas pelos vírus B e C, existe o risco do desenvolvimento de fibrose hepática, cirrose e carcinoma hepatocelular, o tipo mais frequente de câncer de fígado. O tipo D também pode cronificar, mas ocorre apenas em quem já tem o vírus B. Os quadros de hepatite A e E costumam ser autolimitados, ou seja, geralmente evoluem para recuperação completa com medicação para controle de sintomas.

O combate às doenças passa por investigação detalhada sobre exposição a fatores de risco e sintomas, além da realização de exames laboratoriais específicos. A testagem deve ser feita no acompanhamento de rotina por todos os adultos e anualmente pelos grupos de risco, compostos por usuários de drogas injetáveis, indivíduos com múltiplos parceiros sexuais ou que pratiquem relações desprotegidas, pessoas com HIV, receptores de transplantes de órgãos, gestantes e pessoas com doença hepática preexistente.

A estratégia de prevenção conta com vacinas para os vírus das hepatites A e B. Outras medidas importantes são lavagem frequente das mãos, consumo de água tratada e alimentos preparados com higiene, uso de preservativos nas relações sexuais, não compartilhar agulhas, seringas ou objetos perfurocortantes e garantir que procedimentos médicos e estéticos sejam realizados com materiais esterilizados.

“A realização frequente de exames permite identificar precocemente a infecção e iniciar o tratamento quando necessário. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de evitar complicações e preservar a saúde do fígado”, conclui a especialista.

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