Caso do caseiro assassinado entra em nova fase de investigação e filha é procurada

Segundo o delegado, as investigações indicam que as duas filhas de Milton teriam planejado o crime com a participação de Rafael e Guilherme, amigos das jovens
14/07/2026 às 10h01
 - Atualizado há 2 meses
Foto: WhatsApp PopMundi

A Polícia Civil abriu um novo inquérito para aprofundar as investigações sobre a sequência de homicídios, desaparecimentos e sequestros que teve início após a morte do caseiro Milton de Souza do Prado, assassinado em 15 de junho, na região Sul de Franca (SP). O anúncio foi feito nesta segunda-feira, 13, pelo delegado da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Márcio Murari, em coletiva de imprensa. A nova apuração passa a reunir também os assassinatos de Rafael Vitor de Souza Rosa, de 18 anos, e Guilherme Henrique Melo da Cruz, de 22 anos, além do desaparecimento de Maria Isabel, apontada como suspeita de encomendar a morte do próprio pai.

Segundo o delegado, as investigações indicam que as duas filhas de Milton teriam planejado o crime com a participação de Rafael e Guilherme, amigos das jovens. Com o avanço da investigação e os pedidos de prisão dos envolvidos, o caso ganhou novos desdobramentos: os dois rapazes desapareceram, familiares foram sequestrados e, dias depois, Rafael e Guilherme foram encontrados mortos em Sacramento (MG). Durante uma operação no município mineiro, o irmão de Milton foi preso e confessou ter ajudado a esconder os corpos, afirmando que foi procurado por Maria Isabel para transportar e ocultar os cadáveres.

O suspeito levou os policiais até o local onde os corpos estavam e acabou preso em flagrante por ocultação de cadáver. A Polícia Civil de Franca agora busca acesso a toda a documentação produzida pela investigação em Minas Gerais. Outro elemento considerado importante é o carro utilizado por Maria Isabel, localizado completamente queimado em uma propriedade rural entre Franca (SP) e Ibiraci (MG). O veículo já passou por perícia e poderá ajudar a esclarecer a participação dos envolvidos.

Maria Isabel continua desaparecida. Embora diversas denúncias sobre seu possível paradeiro tenham chegado à DIG, nenhuma foi confirmada até o momento. Os investigadores também tentam definir quando os corpos de Rafael e Guilherme foram levados para Sacramento. Para isso, solicitaram imagens de câmeras de monitoramento instaladas em Sacramento e em Rifaina (SP), que poderão reconstituir o trajeto feito pelo veículo utilizado pela investigada.

A motivação do assassinato de Milton ainda é tratada com cautela. Em depoimento realizado no inicio das investigações, Maria Isabel afirmou que o pai era agressivo e não aceitava o relacionamento da filha adolescente, versão contestada pela mãe da jovem, que descreveu Milton apenas como um pai rigoroso. A Polícia Civil informou ainda que já identificou outros possíveis envolvidos nos homicídios e nos sequestros, mas mantém os nomes sob sigilo para não prejudicar as investigações. Enquanto o caso avança, a esposa de Milton, a filha adolescente e a bebê da família que foram mantidas em cárcere privado durante esses crimes, agora permanecem sob proteção, e a inclusão delas em um programa de proteção a testemunhas é avaliada.

Tudo sobre

Leia também:

Escolha sua rádio