Caso de caseiro assassinado ganha novos desdobramentos com mortes, sequestro e carro incendiado

Carro incendiado, suspeita desaparecida, corpos encontrados e sequestro fazem parte da investigação que tenta esclarecer a sequência de crimes
13/07/2026 às 09h29
 - Atualizado há 2 meses
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Foto: Reprodução

Na manhã desta segunda-feira, 13, a Polícia Civil segue concentrada na investigação de uma sequência de crimes que começou com o assassinato do caseiro Milton de Sousa Prado, de 44 anos, em Franca (SP), e ganhou novos desdobramentos nos últimos dias. O caso reúne homicídios, desaparecimentos, ocultação de cadáver, sequestro e um carro incendiado. A principal suspeita é que todos os episódios estejam diretamente ligados e façam parte da mesma ação criminosa.

As investigações apontam que a filha da vítima, Maria Isabel, é suspeita de ter encomendado a morte do próprio pai. Dois jovens apontados como executores do crime, Rafael Vitor Silva, de 18 anos, e Guilherme Henrique Melo, de 22, desapareceram logo após o assassinato e foram encontrados mortos em uma área rural de Sacramento (MG) na última quinta-feira, 09, já em avançado estado de decomposição. Um homem foi preso por ocultação de cadáver e confessou ter ajudado a esconder os corpos após um pedido da sobrinha, Maria Isabel.

Outro desdobramento importante aconteceu na sexta-feira, 10, quando o carro usado por Maria Isabel foi localizado completamente queimado às margens da rodovia João Traficante, entre Franca (SP) e Ibiraci (MG). A suspeita dos investigadores é de que o veículo tenha sido utilizado para transportar os corpos dos dois jovens até o local onde foram abandonados. O automóvel passará por perícia para tentar identificar novas evidências que ajudem a esclarecer o caso.

A investigação também apura a relação entre esses crimes e o sequestro de uma idosa, da filha adolescente e de uma bebê de apenas 15 dias, resgatadas pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) na última semana, em uma casa no Jardim Aeroporto III, em Franca. Segundo a polícia, o cárcere privado pode ter sido uma forma de pressionar familiares a revelar o paradeiro dos dois suspeitos pelo crime. Além disso, a residência das vítimas foi invadida e furtada dias depois do resgate, fato que também passou a integrar as investigações.

Maria Isabel continua desaparecida e é considerada peça-chave para esclarecer toda a sequência de crimes. O inquérito segue sob sigilo para não comprometer as diligências, enquanto equipes das polícias Civil de São Paulo e de Minas Gerais trabalham em conjunto para identificar todos os envolvidos, esclarecer a motivação dos assassinatos e descobrir o paradeiro da principal investigada.

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