Principal suspeito de assassinato fica em silêncio durante depoimento

Investigação aponta fortes indícios contra homem preso pela morte de cabeleireiro encontrado com marcas de tiros em área rural
12/06/2026 às 09h31
 - Atualizado há 1 mês
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O principal suspeito da morte do cabeleireiro Mikael Santos Lima permaneceu em silêncio durante depoimento prestado à Polícia Civil nesta quinta-feira, 11, em Franca. Preso no decorrer das investigações, Thalys Rafael Veiga confirmou apenas que é a pessoa que aparece em imagens analisadas pelos investigadores nas proximidades do local onde o crime teria ocorrido. Questionado sobre sua permanência na região e uma possível participação no homicídio, ele optou por não responder. O caso é tratado como um assassinato qualificado e segue mobilizando a região pela brutalidade e pelos desdobramentos da investigação.

Durante o período em que Mikael esteve desaparecido, a família relatou ter sido alvo de uma tentativa de extorsão. Segundo a investigação, Thalys teria pedido R$ 50 mil em troca de informações sobre o paradeiro do cabeleireiro. Em sua primeira versão apresentada à polícia, ele afirmou que apenas repassava uma exigência feita por uma mulher que supostamente saberia onde a vítima estava. No novo depoimento, manteve a mesma história, mas voltou a dizer que não consegue identificar quem seria essa pessoa. Para os investigadores, a versão não apresenta elementos concretos e já foi descartada ao longo das apurações.

Mikael foi visto pela última vez no dia 27 de maio, quando saiu de casa de moto. O corpo dele foi encontrado no dia 03 de junho, em uma estrada na região do Paiolzinho, zona rural de Franca. A descoberta foi feita por um adolescente de 15 anos que mora nas proximidades e cuidava de alguns animais na região. Durante o trajeto, ele percebeu um forte odor e decidiu verificar a origem do cheiro, encontrando o corpo da vítima. De acordo com a polícia, Mikael apresentava marcas de disparos de arma de fogo e já estava em avançado estado de decomposição.

As investigações apontam que Mikael e Thalys mantinham uma amizade próxima e uma relação de confiança construída ao longo dos anos. A motivação do crime ainda não foi esclarecida, mas a Polícia Civil afirma ter reunido provas que colocam o suspeito como peça central no caso. Agora, os investigadores aguardam laudos periciais e seguem ouvindo testemunhas para concluir o inquérito.

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