
Estudo aponta que terapia a laser reduz dor e acelera cicatrização durante a amamentação

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em parceria com a Texas A&M University, dos Estados Unidos, trouxe resultados animadores para mulheres que enfrentam dores e lesões nos mamilos durante a amamentação. A pesquisa mostrou que o uso de laser de baixa intensidade, aliado à orientação profissional sobre técnicas corretas de aleitamento, acelera a cicatrização das fissuras e reduz significativamente a dor, favorecendo a continuidade da amamentação. O trabalho foi desenvolvido entre setembro de 2023 e fevereiro de 2024 na maternidade Dona Francisca Cintra Silva, da Santa Casa de São Carlos.
O estudo acompanhou 16 mulheres no período pós-parto que apresentavam lesões mamilares. As participantes foram divididas em dois grupos: um recebeu apenas orientações sobre os cuidados e a forma correta de amamentar, enquanto o outro também passou pelo tratamento com laser de baixa intensidade. De acordo com os pesquisadores, todas apresentaram melhora, mas a recuperação foi mais rápida entre as mulheres que receberam a terapia. Além de uma cicatrização mais eficiente, elas relataram redução expressiva da dor logo após as aplicações e mais segurança para continuar amamentando.
Segundo os especialistas, as fissuras nos mamilos estão entre as principais causas do desmame precoce. Problemas como a pega incorreta do bebê, posicionamento inadequado durante a amamentação e falta de orientação costumam provocar dor intensa, desconforto e até infecções. O laser atua por meio da chamada fotobiomodulação, estimulando a regeneração dos tecidos, reduzindo a inflamação e aliviando a dor. O equipamento utilizado ainda distribui a luz de forma uniforme, sem contato direto com a pele lesionada, tornando o procedimento indolor e seguro.
Os pesquisadores destacam que, além dos benefícios físicos, o tratamento também trouxe impactos positivos para o bem-estar emocional das mães, reduzindo o medo de amamentar e fortalecendo o vínculo com os bebês. Diante dos resultados, os autores defendem que a terapia com laser de baixa intensidade pode se tornar uma importante aliada dos profissionais de saúde nas maternidades, contribuindo para ampliar o sucesso do aleitamento materno e melhorar a qualidade de vida das mulheres no pós-parto.
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