
Corpo coberto por grama e dedos amputados: nova prova reforça suspeita de crime planejado

A investigação sobre a morte do cabeleireiro Mikael Santos Lima, de 29 anos, ganhou um novo elemento em Franca. Imagens obtidas pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) mostram Thalys Rafael Veiga, apontado como principal suspeito do crime, comprando grama em uma empresa de paisagismo no dia 27 de maio, mesma data em que a vítima desapareceu. O registro passou a ser considerado relevante pelos investigadores porque o corpo de Mikael foi encontrado dias depois coberto por grama em uma área de mata próxima ao Paiolzinho.
As gravações de segurança mostram o suspeito realizando a compra normalmente no estabelecimento e deixando o local com o material adquirido. Para a Polícia Civil, o conteúdo reforça a linha de investigação construída desde o início do caso, que aponta para a possibilidade de um crime planejado e com tentativa de ocultação do cadáver.
Segundo os investigadores, a descoberta das imagens soma-se a outros indícios já reunidos durante as apurações. O laudo do médico-legista apontou ainda que as pontas de todos os dedos de Mikael foram amputadas, o que, segundo a avaliação técnica, pode ter sido uma tentativa de dificultar a identificação da vítima. O corpo também foi encontrado coberto por grama, circunstâncias que seguem sendo analisadas pela equipe responsável pelo inquérito.
Thalys está preso desde o dia 29 de maio. De acordo com a polícia, ele foi detido após supostamente exigir R$ 50 mil da família de Mikael em troca de informações sobre o paradeiro do cabeleireiro, que ainda era considerado desaparecido naquele momento. A Polícia Civil considera que os elementos reunidos até agora reforçam a suspeita de participação do investigado no crime.
Na manhã desta terça-feira, 16, equipes da DIG cumpriram cinco mandados de busca e apreensão em imóveis ligados ao suspeito. Em um dos endereços, pertencente ao pai de Thalys, foi localizada uma arma de fogo que acabou apreendida para perícia. A defesa afirma que o armamento é legalizado e pertence ao pai do investigado, que possui registro de CAC. O inquérito segue em andamento, enquanto a Polícia Civil aguarda novos laudos e a análise do material apreendido para esclarecer todas as circunstâncias da morte de Mikael Santos Lima.
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