África chega à maior Copa da história com 10 seleções e sonha repetir façanhas no Mundial

Marrocos, adversário do Brasil na estreia, lidera geração africana que busca protagonismo na Copa de 2026, disputada em México, Estados Unidos e Canadá.
11/06/2026 às 16h10
 - Atualizado há 1 mês
Cft

A África desembarca na Copa do Mundo de 2026 com representação recorde e a expectativa de consolidar de vez seu espaço entre as principais forças do futebol mundial. Pela primeira vez, dez seleções africanas disputam o torneio, ampliado para 48 participantes, em uma edição que promete destacar ainda mais o crescimento técnico e competitivo do continente.

Entre os principais destaques está o Marrocos, primeiro adversário da Seleção Brasileira no Mundial. As equipes se enfrentam no próximo sábado (13), às 19h (horário de Brasília), em Nova Jersey, pela primeira rodada do Grupo C.

Atual campeão da Copa Africana de Nações e dono de uma campanha histórica na Copa do Catar, quando terminou na quarta colocação, o Marrocos chega cercado de expectativas. Os chamados Leões do Atlas tornaram-se a primeira seleção africana a alcançar uma semifinal de Copa do Mundo, resultado que ampliou o respeito internacional pelo futebol do país.

Para especialistas, a equipe marroquina representa um dos maiores desafios da fase inicial para o Brasil. O elenco conta com nomes de destaque no futebol europeu, entre eles o lateral Achraf Hakimi, considerado uma das principais referências técnicas da seleção e peça fundamental no esquema da equipe.

Além de Marrocos, outras seleções africanas chegam ao Mundial credenciadas por campanhas consistentes e jogadores que brilham nos principais campeonatos do planeta.

O Egito retorna à Copa impulsionado pelo talento do atacante Mohamed Salah, ídolo nacional e um dos jogadores mais conhecidos do futebol mundial. Já Senegal aposta novamente na experiência de Sadio Mané para liderar uma geração que mantém o país entre as potências africanas dos últimos anos.

Gana também aparece entre as equipes que podem surpreender. Conhecida pelo futebol veloz e ofensivo, a seleção busca repetir o desempenho de 2010, quando alcançou as quartas de final e ficou a poucos minutos de se tornar a primeira africana a chegar entre as quatro melhores do mundo.

A Argélia volta ao torneio após ausência nas últimas edições e tenta reviver o espírito competitivo que marcou sua campanha em 2014. Já a África do Sul retorna a uma Copa do Mundo após 16 anos e terá a responsabilidade de disputar o jogo de abertura diante do México, nesta quinta-feira (11).

A edição de 2026 também marca a presença de seleções menos tradicionais no cenário mundial. Cabo Verde fará sua estreia em Copas do Mundo, enquanto a República Democrática do Congo retorna ao torneio após mais de cinco décadas longe da competição.

Para analistas do futebol internacional, o aumento do número de vagas permitiu uma representação mais ampla do continente e reforçou uma tendência observada nos últimos anos: a valorização crescente dos atletas africanos nos principais clubes do mundo. Muitas seleções contam atualmente com jogadores formados ou nascidos fora de seus países de origem, fenômeno conhecido como “diáspora”, que ampliou o intercâmbio técnico e fortaleceu diversos elencos.

Com mais representantes, jogadores de destaque internacional e experiências recentes de sucesso, a África inicia a Copa do Mundo de 2026 com a ambição de superar seus próprios limites e seguir escrevendo novos capítulos na história do futebol mundial.

SELEÇÕES AFRICANAS NA COPA DO MUNDO 2026

  • África do Sul
  • Argélia
  • Cabo Verde
  • Costa do Marfim
  • Egito
  • Gana
  • Marrocos
  • República Democrática do Congo
  • Senegal
  • Tunísia

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