Polícia caça grupo suspeito de espancar ex-advogado e roubar carro após festa

Quatro homens investigados por envolvimento com agiotagem são apontados como autores das agressões; vítimas teriam sido atacadas para cobrança de dívida
29/05/2026 às 09h43
 - Atualizado há 3 meses
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Foto: Reprodução - Fachada CPJ

A Polícia Civil realizou buscas na manhã desta quinta-feira, 28, em Franca para tentar localizar quatro homens suspeitos de agredir brutalmente e roubar o carro de um ex-advogado deles durante uma festa no último fim de semana. Segundo a investigação, a vítima foi cercada pelos suspeitos, espancada com socos, chutes e até mordidas, antes de ter o veículo levado pelo grupo. Até a última atualização do caso, os investigados eram considerados foragidos. A polícia acredita que o crime tenha sido motivado por uma suposta dívida envolvendo a vítima.

Os suspeitos foram identificados como Ronny Hernandes Alves dos Santos, Matheus Carrijo Machado, Leonardo Carrijo Machado e Caio Faleiros Perez. De acordo com o delegado Gabriel Fernando, o advogado estava em uma confraternização quando foi abordado pelos quatro homens. Após as agressões, ele foi arrastado até o estacionamento, onde os criminosos pegaram a chave do carro e fugiram com o veículo. O automóvel já foi recuperado e devolvido ao proprietário. Durante a operação desta quinta-feira, a Polícia Civil também cumpriu oito mandados de busca e apreensão, mas não divulgou o que foi encontrado.

Três dos investigados — Ronny, Matheus e Leonardo — já eram alvos de investigações por participação em uma quadrilha ligada à agiotagem e extorsão. Ronny, inclusive, havia sido preso em março deste ano por suspeita de agredir uma mulher por causa de uma dívida de R$ 1 mil. Ele deixou a prisão no início de maio. Segundo o Ministério Público, o grupo utilizava ameaças e violência para cobrar valores de pessoas inadimplentes, prática que teria movimentado milhões de reais nos últimos anos.

As investigações fazem parte da Operação Castelo de Areia, que já havia levado à prisão integrantes da organização criminosa entre 2023 e 2024. Na primeira fase, sete pessoas foram detidas suspeitas de movimentar cerca de R$ 36 milhões com empréstimos ilegais e cobranças violentas. Mesmo após as prisões e condenações, o Gaeco aponta que outros membros continuaram atuando e mantendo o esquema ativo. Uma nova etapa da operação revelou mais R$ 31 milhões movimentados pelo grupo, reforçando a suspeita de que a quadrilha seguia operando na região.

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