Influenciadora terá que indenizar seguidora após confusão em rifa on-line

Justiça reconheceu danos morais e materiais depois que prêmio anunciado durante live foi cancelado horas depois
27/05/2026 às 09h26
 - Atualizado há 3 meses
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Foto: Reprodução de Redes Sociais de Lais Oliveira

O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou a influenciadora digital Lais Oliveira, de Ribeirão Preto, ao pagamento de R$ 24 mil em indenização para uma seguidora que teria vencido uma rifa on-line e, depois do anúncio do resultado, acabou ficando sem o prêmio. O caso aconteceu em junho de 2023 e ganhou repercussão após a mulher afirmar que foi anunciada ao vivo como vencedora de R$ 15 mil, mas, horas depois, recebeu a informação de que teria acontecido um erro no sorteio. A decisão também atingiu a agência de marketing responsável pela divulgação das rifas. A defesa da influenciadora informou que recorreu da sentença.

De acordo com o processo, a seguidora acompanhava uma live feita por Lais Oliveira quando foi informada de que havia ganhado o prêmio em dinheiro. Após a transmissão e a divulgação do resultado nas redes sociais, a influenciadora entrou em contato novamente dizendo que a vencedora verdadeira seria outra pessoa. Ainda segundo a mulher, para amenizar a situação, Lais ofereceu um Pix de R$ 1 mil como forma de compensação pelo transtorno causado.

O caso foi levado à Justiça depois que a seguidora registrou um boletim de ocorrência e decidiu acionar judicialmente a influenciadora. Durante a repercussão do episódio, vídeos publicados por Lais nas redes sociais também chamaram atenção. Nas gravações, a influenciadora teria feito comentários considerados intimidatórios, afirmando que sabia onde encontrar a seguidora, mencionando inclusive que conhecia a igreja frequentada por ela e sabia os dados pessoais da mulher.

Além da condenação relacionada à rifa, Lais Oliveira também passou a ser investigada em outro caso de grande repercussão. Em dezembro de 2024, ela foi presa em Fortaleza durante uma operação que apura a atuação de uma organização criminosa ligada à divulgação de jogos de azar on-line. Segundo investigações do Ministério Público de Alagoas, a influenciadora teria movimentado mais de R$ 1,9 milhão em menos de um ano.

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