Campo paulista mantém força nas exportações e garante superávit bilionário no início de 2026

Impulsionado pelas vendas de carnes, soja e produtos florestais, agronegócio de São Paulo acumulou saldo positivo de US$ 6,45 bilhões entre janeiro e abril
14/05/2026 às 15h57
 - Atualizado há 4 meses
Agro
Impulsionadas pelo avanço do setor de carnes, soja e produtos florestais, exportações do setor apresentam reação em abril e sinalizam melhora no cenário —Foto: Governo de São Paulo/Divulgação

O agronegócio paulista segue sustentando parte importante da economia estadual e iniciou 2026 com resultados expressivos no comércio exterior. Entre janeiro e abril, o setor acumulou superávit de US$ 6,45 bilhões, resultado das exportações que somaram US$ 8,47 bilhões, frente a US$ 2,02 bilhões em importações.

Os números reforçam o peso do agro na balança comercial paulista. No primeiro quadrimestre do ano, o setor respondeu por 39% de todas as exportações do estado, enquanto as importações representaram apenas 7,1% do total estadual.

O desempenho foi puxado principalmente pelos setores de carnes, soja e produtos florestais, que apresentaram crescimento nas vendas externas e ajudaram a impulsionar a recuperação registrada em abril. Somente no último mês analisado, as exportações do agro paulista atingiram US$ 2,40 bilhões, alta de 10,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho, o resultado demonstra a força e a competitividade do setor paulista mesmo diante das oscilações do mercado internacional. “O agro paulista segue mostrando sua força mesmo em um cenário internacional desafiador. O crescimento das exportações de carnes, soja e produtos florestais mostra a competitividade do nosso produtor e a qualidade da nossa produção”, destacou.

Entre os principais produtos exportados, o complexo sucroalcooleiro liderou a pauta, representando 21,8% do total negociado, com US$ 1,85 bilhão em vendas, sendo o açúcar responsável pela maior parte desse volume.

Na sequência aparecem o setor de carnes, com US$ 1,42 bilhão exportados, produtos florestais com US$ 1,14 bilhão e o complexo soja, que movimentou US$ 1,08 bilhão no período. O suco de laranja também manteve relevância nas exportações, somando US$ 671,8 milhões.

O café apareceu na sexta colocação entre os produtos mais exportados do agro paulista, com US$ 556,5 milhões negociados, sendo a maior parte referente ao café verde.

Apesar do cenário positivo, alguns segmentos apresentaram retração nas receitas, como os setores de sucos, sucroalcooleiro e café, reflexo das oscilações nos preços e volumes exportados ao longo do período.

A China permaneceu como principal destino das exportações paulistas, concentrando 27% das compras, seguida pela União Europeia, com 15,3%, e pelos Estados Unidos, que representaram 10,3% do mercado externo do agro paulista.

No cenário nacional, São Paulo ocupa atualmente a segunda posição entre os maiores exportadores do agronegócio brasileiro, atrás apenas de Mato Grosso.

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