
Campo paulista mantém força nas exportações e garante superávit bilionário no início de 2026

O agronegócio paulista segue sustentando parte importante da economia estadual e iniciou 2026 com resultados expressivos no comércio exterior. Entre janeiro e abril, o setor acumulou superávit de US$ 6,45 bilhões, resultado das exportações que somaram US$ 8,47 bilhões, frente a US$ 2,02 bilhões em importações.
Os números reforçam o peso do agro na balança comercial paulista. No primeiro quadrimestre do ano, o setor respondeu por 39% de todas as exportações do estado, enquanto as importações representaram apenas 7,1% do total estadual.
O desempenho foi puxado principalmente pelos setores de carnes, soja e produtos florestais, que apresentaram crescimento nas vendas externas e ajudaram a impulsionar a recuperação registrada em abril. Somente no último mês analisado, as exportações do agro paulista atingiram US$ 2,40 bilhões, alta de 10,4% em relação ao mesmo período do ano passado.
Segundo o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho, o resultado demonstra a força e a competitividade do setor paulista mesmo diante das oscilações do mercado internacional. “O agro paulista segue mostrando sua força mesmo em um cenário internacional desafiador. O crescimento das exportações de carnes, soja e produtos florestais mostra a competitividade do nosso produtor e a qualidade da nossa produção”, destacou.
Entre os principais produtos exportados, o complexo sucroalcooleiro liderou a pauta, representando 21,8% do total negociado, com US$ 1,85 bilhão em vendas, sendo o açúcar responsável pela maior parte desse volume.
Na sequência aparecem o setor de carnes, com US$ 1,42 bilhão exportados, produtos florestais com US$ 1,14 bilhão e o complexo soja, que movimentou US$ 1,08 bilhão no período. O suco de laranja também manteve relevância nas exportações, somando US$ 671,8 milhões.
O café apareceu na sexta colocação entre os produtos mais exportados do agro paulista, com US$ 556,5 milhões negociados, sendo a maior parte referente ao café verde.
Apesar do cenário positivo, alguns segmentos apresentaram retração nas receitas, como os setores de sucos, sucroalcooleiro e café, reflexo das oscilações nos preços e volumes exportados ao longo do período.
A China permaneceu como principal destino das exportações paulistas, concentrando 27% das compras, seguida pela União Europeia, com 15,3%, e pelos Estados Unidos, que representaram 10,3% do mercado externo do agro paulista.
No cenário nacional, São Paulo ocupa atualmente a segunda posição entre os maiores exportadores do agronegócio brasileiro, atrás apenas de Mato Grosso.
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