Rodoviária de Uberaba retira papel higiênico dos banheiros após furtos e passa a controlar distribuição

Medida foi adotada após fiscalização apontar irregularidades no terminal de Uberaba, incluindo falhas na iluminação
27/04/2026 às 13h32
 - Atualizado há 3 meses
Ube
Foto: Divulgação Porta-Voz Uberaba

A retirada do papel higiênico dos banheiros do Terminal Rodoviário Jurandyr Cordeiro, em Uberaba (MG), passou a ser adotada após uma série de furtos e atos de vandalismo registrados no local. A decisão foi comunicada pela concessionária responsável pela administração do espaço à Prefeitura e oficializada em publicação no diário oficial do município na última quinta-feira (23).

De acordo com o documento, o item deixou de ser disponibilizado nos suportes dos sanitários e passou a ser entregue mediante retirada na sala de som do terminal. A concessionária Ubercom informou que a medida foi necessária diante dos recorrentes episódios de subtração do material. No entanto, não foram detalhadas as estratégias de comunicação para orientar os usuários sobre o novo procedimento.

A situação veio à tona após uma fiscalização realizada em abril, quando foi constatada a ausência de papel higiênico no banheiro masculino gratuito, o que gerou notificação à empresa responsável. Além disso, o relatório técnico também apontou problemas estruturais, como lâmpadas queimadas em diferentes áreas do terminal, incluindo espaços externos e a região destinada a taxistas.

Apesar das falhas identificadas, a vistoria indicou que outros aspectos estavam em conformidade, como a limpeza, a conservação das áreas comuns e o atendimento ao público.

A fiscalização faz parte do monitoramento do contrato de concessão do terminal, vigente desde 1999, e tem como objetivo garantir o cumprimento das obrigações pela empresa gestora. Após ser notificada, a concessionária solicitou prazo para realizar os ajustes necessários e apresentou as medidas adotadas à administração municipal.

Nos últimos meses, o terminal tem sido alvo de inspeções frequentes. Em março, uma vistoria foi realizada após reclamações sobre segurança e episódios de desordem, mas não foram encontradas irregularidades graves. Já em janeiro, o local foi fiscalizado devido a queixas de mau cheiro no saguão, problema associado ao descarte irregular de dejetos por empresas de ônibus, prática que pode resultar em sanções caso persista.

As mudanças recentes reacendem o debate sobre a gestão de espaços públicos e os impactos de atos de vandalismo na prestação de serviços à população.

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