
Cheque perde espaço e uso despenca no Brasil com avanço do Pix

Dependendo do ano de nascimento, muitos brasileiros nunca chegaram a usar um cheque, um meio de pagamento que já foi comum no país, mas que hoje está cada vez mais raro. Em todo o Brasil, o uso de cheques caiu drasticamente nos últimos anos, especialmente com a popularização de tecnologias digitais como aplicativos bancários e o Pix. Só no último ano, a redução foi de 18%, segundo a Federação Brasileira de Bancos, refletindo uma mudança no comportamento dos consumidores.
Dados da entidade mostram que, em 2025, foram compensados cerca de 112,5 milhões de cheques em todo o país. Apesar de ainda parecer um número expressivo, ele está muito distante da realidade de décadas atrás. Em 1995, primeiro ano da série histórica, o volume ultrapassava 3,3 bilhões de cheques. Isso representa uma queda acumulada de aproximadamente 97% ao longo dos anos.
A principal explicação para essa mudança está na transformação digital dos serviços financeiros. Com a chegada da internet banking, dos aplicativos de celular e, mais recentemente, do Pix, os brasileiros passaram a preferir formas de pagamento mais rápidas, práticas e seguras para o dia a dia.
Mesmo em queda, o cheque ainda não desapareceu completamente. O volume financeiro movimentado por esse meio somou R$ 472,7 bilhões em 2025, uma redução de quase 10% em relação ao ano anterior. Por outro lado, o valor médio das transações aumentou, indicando uma mudança no perfil de uso.
Hoje, o cheque tem sido mais utilizado em pagamentos de valores mais altos, enquanto despesas cotidianas são resolvidas com transferências instantâneas. Em 2025, o valor médio por cheque chegou a R$ 4.199,77, acima dos cerca de R$ 3.800 registrados no ano anterior.
A tendência, segundo especialistas do setor, é que o uso continue diminuindo nos próximos anos, acompanhando o avanço das soluções digitais e a mudança de hábito da população.
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