
Alta dos alimentos pressiona prévia da inflação, mas índice perde força em março

A prévia da inflação oficial registrou alta de 0,44% em março, influenciada principalmente pelo aumento nos preços dos alimentos. Apesar da pressão, o índice desacelerou em relação a fevereiro, quando havia marcado 0,84%.
Os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) foram divulgados nesta quinta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e mostram que, no acumulado de 12 meses, a inflação soma 3,9%, dentro da meta estabelecida pelo governo, que permite variação de até 4,5% ao ano.
Entre os nove grupos pesquisados, todos apresentaram alta, com destaque para alimentação e bebidas, que subiu 0,88% e teve o maior impacto no índice do mês. Dentro desse grupo, os produtos consumidos em casa ficaram, em média, 1,10% mais caros.
Itens como açaí, feijão-carioca, ovo, leite e carnes puxaram a elevação. O feijão e o açaí tiveram aumentos expressivos, enquanto carnes e leite também contribuíram de forma relevante para o resultado final.
Outros setores também registraram avanço, como despesas pessoais (0,82%), saúde e cuidados pessoais (0,36%) e transportes (0,21%). Já as passagens aéreas foram o subitem com maior impacto individual, com alta de 5,94% no mês.
Por outro lado, os combustíveis apresentaram leve queda média de 0,03%, com recuo nos preços do gás veicular, etanol e gasolina. O diesel, porém, subiu 3,77%, influenciado pelo cenário internacional.
A movimentação dos combustíveis segue no radar por conta de tensões externas, como a guerra no Irã, que afeta a cadeia global do petróleo. No Brasil, medidas como a redução de tributos federais foram adotadas para conter o impacto nos preços.
O IPCA-15 funciona como uma prévia da inflação oficial (IPCA), utilizando metodologia semelhante, mas com período de coleta antecipado. O resultado completo do índice de março será divulgado no dia 10 de abril.
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