Afastamento de mulheres do trabalho por violência cresce mais de 150% em dois anos

Levantamento aponta aumento nos casos e revela que agressões físicas são a principal causa das licenças médicas
10/03/2026 às 09h32
 - Atualizado há 4 meses
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Foto: Reprodução

O número de mulheres que precisaram se afastar do trabalho após sofrer episódios de violência cresceu 152% entre 2023 e 2025, segundo levantamento feito por uma empresa de gestão de benefícios com base em dados de cerca de quatro milhões de trabalhadores no país. O estudo, divulgado recentemente, mostra que os casos vêm aumentando ano após ano e evidenciam o impacto direto da violência na vida profissional das vítimas.

De acordo com os dados analisados, foram registrados 58 afastamentos por violência contra a mulher no último ano. O número representa 17 casos a mais do que os 41 registrados em 2024 e mais que o dobro das 23 ocorrências contabilizadas em 2023. Entre os trabalhadores avaliados no levantamento, cerca de 47% são mulheres.

A agressão física aparece como a principal causa dos afastamentos, responsável por cerca de 85% das licenças médicas concedidas nesses casos. No entanto, os prontuários médicos também apontam outras situações graves, como maus-tratos, negligência e episódios de violência sexual, que acabam impedindo as vítimas de continuar exercendo suas atividades profissionais.

A análise regional mostra ainda que o estado de São Paulo concentra quase metade de todos os afastamentos registrados no país. Em Minas Gerais, estudos apontam que a violência contra mulheres também impacta diretamente a vida profissional. Pesquisas com participação da Universidade Federal de Minas Gerais indicam ainda que muitos casos nem chegam às estatísticas oficiais, o que pode esconder um cenário ainda mais grave.

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