Rede acompanha 38 casos de violência extrema envolvendo crianças e adolescentes em escolas

Ocorrências foram registradas entre maio e dezembro de 2025 e mobilizaram ações preventivas e intersetoriais em Uberaba
16/01/2026 às 14h07
 - Atualizado há 6 meses

Entre maio e dezembro de 2025, a Rede de Proteção acompanhou 38 notificações de violência extrema envolvendo crianças e adolescentes no ambiente escolar. Os casos fazem parte de um monitoramento sistemático previsto em protocolo municipal, em vigor desde julho do mesmo ano, e envolvem atuação articulada entre saúde, educação e demais políticas públicas voltadas à garantia de direitos.

Do total de acompanhados, 30 são meninos e oito meninas, com idades entre 6 e 16 anos. A abordagem adotada pelas equipes considera crianças e adolescentes inseridos nesses contextos como vítimas de violações de direitos, conforme estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e não como responsáveis isolados pelos episódios de violência.

O acompanhamento tem caráter preventivo e protetivo, com foco na interrupção de ciclos de violência e na promoção do cuidado integral. As ações incluem escuta qualificada, cuidado continuado, fortalecimento de vínculos familiares e comunitários, além da articulação entre diferentes setores da rede de atendimento.

Segundo a referência técnica em Vigilância das Violências, Raissa Mazeti, o trabalho é desenvolvido de forma integrada. “O acompanhamento feito pela Rede de Proteção tem caráter preventivo, protetivo e intersetorial, envolvendo ações de cuidado, escuta qualificada, fortalecimento de vínculos e articulação entre políticas públicas”, afirmou.

Mazeti também reforça que não são divulgadas informações que permitam a identificação dos envolvidos, em respeito à legislação e aos princípios éticos que orientam a proteção da infância e da adolescência. “Por se tratar de um público em condição peculiar de desenvolvimento, não serão divulgadas informações que permitam qualquer tipo de identificação individual, familiar ou institucional”, explicou.

O atendimento aos casos segue o Protocolo de Prevenção e Atuação da Rede de Proteção em Situações de Violência Extrema nas Escolas, elaborado pelo Núcleo Intersetorial de Prevenção à Violência e Promoção da Paz (Nupaz), em conjunto com os órgãos que integram o Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente (SGDCA).

Fonte: JM Online

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