Morre Manoel Carlos, autor que marcou gerações e transformou novelas em retratos da vida real

Escritor deixou legado histórico na televisão brasileira e ficou conhecido por obras que moldaram a dramaturgia
10/01/2026 às 22h57
 - Atualizado há 6 meses
Foto: Reprodução

Foi confirmada neste sábado, 10, a morte do autor Manoel Carlos, aos 92 anos, no Rio de Janeiro. Um dos nomes mais influentes da teledramaturgia brasileira, Maneco (como era chamado por colegas e admiradores) estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, onde tratava a Doença de Parkinson. Nos últimos meses, o avanço da enfermidade afetou seu desempenho motor e cognitivo. A causa da morte não foi divulgada.

Com uma carreira que atravessou décadas, Manoel Carlos entrou para a história da TV Globo em 1972, quando assumiu a direção-geral do “Fantástico”. Antes disso, passou por outras emissoras brasileiras, atuando como autor, produtor e até ator. Seu primeiro passo na arte veio cedo: aos 17 anos, já estava nos palcos, iniciando o que seria uma trajetória brilhante.

Suas novelas se tornaram marca registrada, especialmente por retratar o Rio de Janeiro como cenário e personagem, além de aprofundar conflitos familiares com sensibilidade e naturalidade. Outro elemento que eternizou sua obra foram as icônicas “Helenas”, personagens centrais em várias produções, de Baila Comigo (1981) a Em Família (2014). Todas compartilhavam um traço em comum: a força do amor materno.

Afastado da TV desde 2014, Manoel Carlos vivia recluso ao lado da família. Ele deixa duas filhas: a atriz Júlia Almeida e a roteirista Maria Carolina. Seu legado permanece vivo na memória de milhões de telespectadores que cresceram assistindo às suas histórias.

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