
Governo amplia cerco a golpes do imposto e reforça aviso aos motoristas

Com o início do calendário do IPVA 2026 marcado para 9 de fevereiro, o Governo de Minas decidiu apertar o cerco contra golpes aplicados no pagamento do imposto, especialmente os que envolvem sites clonados, páginas falsas e links patrocinados em buscadores. A preocupação não é à toa: somente em 2025, cerca de 2,6 mil denúncias de crimes cibernéticos ligados ao IPVA foram registradas no estado.
Para enfrentar o problema, a força-tarefa criada para combater fraudes foi reforçada e agora passa a contar também com a Ouvidoria-Geral do Estado (OGE-MG) e o Detran-MG, além da Secretaria de Estado de Fazenda, Polícia Civil e Ministério Público. O objetivo é ampliar a prevenção, agilizar a retirada de páginas fraudulentas do ar e responsabilizar os envolvidos.
Segundo o Ministério Público, os criminosos exploram principalmente o Pix e a pressa do contribuinte em emitir a guia de pagamento. A estratégia mais comum é oferecer descontos muito acima dos percentuais oficiais, criando páginas visualmente semelhantes às do governo e colocando esses links em destaque nos resultados de busca. O resultado é que a vítima acredita estar pagando o imposto, mas acaba transferindo o valor para terceiros.
A Secretaria de Fazenda reforça que, para 2026, os únicos descontos oficiais do IPVA são de 3% para bons pagadores, benefício vinculado ao Renavam e 3% para quem optar pela cota única. Qualquer oferta fora desse padrão deve ser vista com desconfiança.
Outra mudança importante é a isenção do IPVA para veículos com 20 anos ou mais, que entra em vigor a partir de 2026. O Estado esclarece, no entanto, que a medida não anistia débitos de anos anteriores.
A projeção de arrecadação do imposto neste ano é de R$ 12,06 bilhões, o que representa uma alta de 1,43% em relação a 2025. O volume explica o reforço nas ações de fiscalização e orientação, já que golpes também impactam diretamente os recursos destinados a políticas públicas.
As autoridades reforçam que o imposto deve ser pago exclusivamente pelos canais oficiais, como o site da Secretaria de Fazenda e o aplicativo MGApp. No caso do Pix, é fundamental conferir o destinatário, que deve ser o Estado de Minas Gerais, com CNPJ oficial, e instituições bancárias autorizadas.
Em caso de suspeita ou golpe consumado, a recomendação é registrar boletim de ocorrência e denunciar pelos canais da Ouvidoria-Geral. Segundo os órgãos envolvidos, a colaboração da vítima é essencial para que as investigações avancem e os criminosos sejam identificados.
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