
Empresa nega abandono e aponta entraves contratuais em obras de passarelas

A KL Construções Metálicas e Civis Ltda. negou que tenha abandonado as obras de duas passarelas de pedestres no trecho urbano da BR-050 e atribuiu a paralisação a uma série de entraves contratuais e operacionais. Em nota, a empresa afirma que, desde o início do contrato, manteve comunicação formal e contínua com a concessionária, alertando sobre riscos e restrições que impactavam diretamente o avanço dos serviços.
Segundo a KL, ao longo da execução foram registrados atrasos relevantes na aprovação de projetos executivos, liberações tardias e ajustes determinados pela própria concessionária, fatores que teriam inviabilizado o cumprimento dos prazos inicialmente estabelecidos. De acordo com a empresa, esse cenário comprometeu o cronograma físico-financeiro da obra, levando a um quadro classificado como de “insolvência contratual”, situação que, segundo a nota, foi reconhecida pela própria concessionária.
Ainda conforme o posicionamento oficial, a KL Construções afirma que atuou de forma colaborativa durante todo o contrato, prezando pela transparência e pelo diálogo entre as partes. A empresa relata que chegou a buscar soluções junto a Fundos de Investimentos para viabilizar a continuidade das obras, alternativa que teria sido rejeitada pela Ecovias Minas Goiás.
A manifestação da KL ocorre após a concessionária informar que as obras das passarelas foram paralisadas depois que a empresa responsável deixou o canteiro antes da conclusão dos serviços. Em nota divulgada na terça-feira (13), a Ecovias afirmou que a desmobilização ocorreu por iniciativa da KL e que os motivos alegados seriam alheios à relação contratual. A concessionária informou ainda que já adota medidas previstas em contrato para resolver o impasse e permitir a retomada das obras.
O caso ganhou repercussão após a circulação de um vídeo nas redes sociais, divulgado pelo presidente da Associação de Moradores do bairro Volta Grande, Ederson Leite Lemos. As imagens mostram o canteiro desmontado e apontam um suposto abandono da obra da passarela sobre a rodovia Chico Xavier (BR-050), além da possibilidade de outra empresa assumir os trabalhos.
As passarelas estão sendo implantadas nos quilômetros 171, próximo ao bairro Alfredo Freire, e 175, em frente à loja Havan. Após a paralisação, a Ecovias informou que sua equipe de conservação realizou a limpeza dos resíduos deixados nos locais para garantir segurança e organização das áreas.
O histórico da obra é marcado por sucessivos adiamentos. Em audiência pública realizada em julho do ano passado, com participação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e da concessionária, a entrega estava prevista para outubro de 2025. O prazo foi posteriormente adiado para dezembro do mesmo ano e, ao fim de 2025, reprogramado novamente para março de 2026.
As passarelas, que não estavam previstas no contrato original da concessão, tiveram a implantação autorizada por meio de aditivo contratual publicado no Diário Oficial da União em 19 de agosto, após solicitação da concessionária e aval da ANTT. As estruturas preveem passagens metálicas, iluminação, câmeras de monitoramento e rampas de acessibilidade.
Enquanto as versões divergem, a Ecovias afirma que trabalha para retomar as obras o quanto antes, ressaltando a importância das passarelas para a segurança dos pedestres e para o cumprimento das obrigações assumidas com os usuários da BR-050.
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