Arroz com feijão: a dupla brasileira que protege o corpo e o coração

Estudo mostra que manter o prato tradicional e evitar ultraprocessados pode reduzir o risco de doenças e aumentar a qualidade de vida
26/10/2025 às 12h47
 - Atualizado há 9 meses
O levantamento é da organização Elsa-Brasil, que analisou cerca de cem estudos científicos—Foto: Reprodução

Pode até parecer simples, mas o clássico arroz com feijão continua sendo uma das combinações mais poderosas da alimentação brasileira. Um novo levantamento da organização Elsa-Brasil, que analisou cerca de cem estudos científicos, reforça que apostar em refeições caseiras e equilibradas, com frutas, verduras, castanhas e peixes, ajuda a manter o peso sob controle e reduzir o acúmulo de gordura corporal.

O alerta, porém, vem com um dado preocupante: o brasileiro está consumindo sal em excesso — mais que o dobro do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Enquanto o ideal seria até cinco gramas por dia, a média nacional chega a 11 gramas. Os homens, inclusive, ingerem 38% mais sal do que as mulheres, o que eleva o risco de hipertensão, doenças cardíacas e AVC.

Outro ponto crítico é o avanço dos ultraprocessados na rotina alimentar. Refrigerantes, biscoitos, salgadinhos e embutidos são práticos, mas perigosos. Apenas um copo diário de refrigerante pode aumentar em até 23% o risco de diabetes e problemas metabólicos. Já o consumo frequente desses produtos está ligado a um aumento de 10% no risco de morte.

No fim das contas, o velho arroz com feijão segue imbatível. Mais do que um símbolo da nossa cultura, essa dupla é uma aliada poderosa da saúde. A ciência confirma: o simples pode, sim, ser o melhor caminho para uma vida mais equilibrada e longe das doenças.

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