Mais da metade dos brasileiros precisa fazer “bicos” para complementar renda, aponta pesquisa

Levantamento revela que 56% da população das capitais recorre a trabalhos extras, com maior incidência entre famílias de baixa renda e pessoas negras
02/09/2025 às 09h59
 - Atualizado há 11 meses
Entre as atividades mais comuns estão serviços gerais como faxina, manutenção e reformas, venda de roupas usadas, produção de alimentos caseiros, revenda de cosméticos e atuação como motorista ou entregador por aplicativo — Foto: Reprodução

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Cidades Sustentáveis, em parceria com a Ipsos-Ipec e a Fundação Volkswagen, mostrou que 56% dos moradores de 10 capitais brasileiras recorrem a trabalhos extras para complementar a renda. O estudo aponta que a necessidade é mais frequente entre famílias com rendimento de até dois salários mínimos, pessoas que convivem com deficiência e entre pretos e pardos, grupos nos quais mais de 60% recorrem a “bicos”.

Geograficamente, Belém, Manaus e Fortaleza lideram o índice, com quase 7 em cada 10 pessoas precisando de renda extra. Porto Alegre foi a capital com menor ocorrência, registrando 47%, o único local onde menos da metade da população indicou a necessidade de trabalhos adicionais.

Entre as atividades mais comuns estão serviços gerais como faxina, manutenção e reformas, venda de roupas usadas, produção de alimentos caseiros, revenda de cosméticos e atuação como motorista ou entregador por aplicativo. O levantamento foi feito online entre 1º e 20 de julho de 2025, com pessoas de 16 anos ou mais, residentes das capitais há pelo menos dois anos, de todas as classes sociais, e tem margem de erro de 2 pontos percentuais.

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