Escola sofre segundo furto de fios em uma semana e alunos ficam no escuro

Pais denunciam insegurança no entorno e dizem que a falta de estrutura prejudica diretamente as aulas
17/09/2025 às 09h17
 - Atualizado há 10 meses
Montagem com duas imagens. À esquerda, um registro de câmera de segurança mostra dois suspeitos de costas, andando durante a noite, com as silhuetas pouco nítidas. À direita, um buraco aberto no chão de terra revela cabos de fiação elétrica cortados e expostos.
Imagens mostram ação de criminosos e local onde a fiação foi furtada na Escola Josephina Zinni Almada, em Franca — Foto: Reprodução

A Escola Estadual Josephina Zinni Almada, no bairro São Joaquim, em Franca, voltou a ser alvo de criminosos. Pela segunda vez em uma semana, a unidade teve a fiação elétrica furtada, deixando alunos no escuro e sem comunicação. O problema revoltou pais, que denunciam o descaso com a segurança no local.

“Já é a segunda vez só neste mês. Os alunos estão sem luz, sem acesso aos meios de comunicação e até provas digitais tiveram que ser canceladas. Isso prejudica diretamente o aprendizado”, disse a mãe Jeniffer Rezende, que tem um filho de 9 anos matriculada na escola. Ela ressalta que o acesso dos criminosos ocorre pelo bosque vizinho, espaço público que, segundo ela, está abandonado e sem qualquer vigilância.

Em nota enviada por outros pais de forma coletiva, a comunidade escolar reforçou que os furtos são recorrentes desde janeiro, quando foram levados notebooks e até aparelhos de ar-condicionado. Eles pedem policiamento constante na região e a presença de um responsável para zelar pelo espaço. “Estamos indignados. Investem em tecnologia para os alunos, mas não em segurança. Nossos filhos ficam incomunicáveis, o que é inadmissível em pleno século XXI”, diz o texto.

No primeiro furto, registrado no dia 8 de setembro, a Unidade Regional de Ensino informou que acionou uma equipe de eletricistas para realizar o reparo e que as aulas não foram afetadas. Agora, com a nova invasão, pais temem que as consequências sejam ainda maiores caso medidas urgentes não sejam tomadas.

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