Energia elétrica ficará até 6,3% mais cara, acima da inflação prevista

Reajuste médio deve chegar a 6,3%, puxado por custo recorde de subsídios e baixo nível das hidrelétricas
13/08/2025 às 09h38
 - Atualizado há 1 ano
Pessoa segura uma conta de energia elétrica emitida pela CPFL, com campos preenchidos em azul, branco e laranja. A fatura está parcialmente desfocada, e ao fundo há uma mesa e uma cortina.
Reajuste médio da conta de luz em 2025 deve chegar a 6,3%, superando a inflação prevista para o ano — Foto: Reprodução

O brasileiro deve preparar o bolso: a conta de luz vai subir mais que a inflação este ano. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) revisou a previsão de reajuste médio das tarifas para 2025, que agora é de 6,3% — bem acima dos 3,5% estimados anteriormente e da inflação projetada em torno de 5%, segundo o boletim Focus, do Banco Central.

O principal vilão é o orçamento recorde da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo custeado pelos consumidores para bancar subsídios e políticas do setor elétrico. Em 2025, a CDE deve consumir R$ 49,2 bilhões, quase R$ 9 milhões a mais que o estimado antes. A situação se agrava com o baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas, o que obriga o acionamento de termelétricas — fonte mais cara de geração. Até o fim do ano, a bandeira vermelha deve permanecer na conta de luz.

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