Trump impõe tarifa de 50% ao Brasil e cita ameaças à segurança dos EUA como justificativa

No comunicado oficial, o governo americano acusa autoridades brasileiras, com destaque para o ministro Alexandre de Moraes, do STF, de promover perseguições políticas, censura e intimidação contra opositores.
30/07/2025 às 16h36
 - Atualizado há 1 ano
Imagem mostra o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em um ambiente formal, possivelmente um gabinete. Ele está vestindo terno escuro, camisa branca e exibe expressão séria e concentrada, olhando levemente para o lado. Ao fundo, desfocado, há detalhes decorativos que indicam um espaço institucional.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira, 30, um decreto que impõe uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. A medida, que passa a valer em 6 de agosto, foi anunciada como resposta a ações do governo brasileiro consideradas, segundo a Casa Branca, uma ameaça “extraordinária” à segurança nacional e à liberdade de expressão dos americanos.

A decisão de Trump amplia em 40% a tarifa atual sobre uma série de produtos do Brasil, excluindo da lista apenas itens como fertilizantes, componentes de veículos e materiais aeronáuticos. No comunicado oficial, o governo americano acusa autoridades brasileiras, com destaque para o ministro Alexandre de Moraes, do STF, de promover perseguições políticas, censura e intimidação contra opositores. A Casa Branca também afirma que empresas americanas foram alvo de punições e coerções judiciais por não cumprirem determinações do Supremo, com casos envolvendo multas, bloqueios de ativos e ameaças a executivos.

Além das sanções comerciais, o governo americano anunciou o cancelamento de vistos de oito ministros do Supremo Tribunal Federal e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, ampliando a tensão diplomática entre os dois países. Do lado brasileiro, o Palácio do Planalto ainda tenta evitar o agravamento da crise: o presidente Lula, segundo interlocutores, cogita entrar em contato direto com Trump. Enquanto isso, o governo prepara um plano de contingência para amenizar os impactos da tarifa, diante da falta de avanços nas negociações bilaterais.

Tudo sobre

Leia também:

Escolha sua rádio