Tarifa dos EUA pode afetar o preço da carne no Brasil? Entenda!

Especialistas alertam que, mesmo sem impacto direto, nova taxação dos EUA pode pressionar a produção e influenciar nos preços da carne no Brasil a longo prazo.
31/07/2025 às 13h57
 - Atualizado há 1 ano
Bandejas de carne bovina estão expostas em um balcão refrigerado de supermercado. As peças estão organizadas em fileiras, embaladas em plástico transparente e com etiquetas de preço visíveis. Há cortes variados, incluindo bifes, carnes enroladas com bacon e peças inteiras, todas com coloração vermelho-viva, indicando frescor.

Apesar do tarifaço anunciado pelos Estados Unidos mirar exportações brasileiras com uma taxação de até 50%, o impacto imediato para o consumidor brasileiro não será direto. A cobrança, que entra em vigor no dia 6 de agosto, será paga por empresas americanas que importam produtos daqui, incluindo a carne. No entanto, essa mudança nas regras pode sim repercutir nos supermercados brasileiros, ainda que indiretamente. Especialistas explicam que, se as vendas para os EUA desacelerarem, os efeitos podem chegar ao bolso dos brasileiros nos próximos meses.

O motivo está na dinâmica da produção. Com a possível retração nas compras americanas, que atualmente respondem por cerca de 12% das exportações brasileiras de carne bovina, alguns produtores devem optar por abater menos animais, especialmente fêmeas, que já vinham sendo poupadas para reprodução. Esse movimento tende a reduzir a oferta de carne no mercado interno. Ainda que haja uma breve queda nos preços, causada por fatores como a pressão da China por valores mais baixos e o recuo recente no custo da ração, a tendência é de alta a médio prazo.

Além disso, o cenário global favorece o encarecimento. A produção de carne em países concorrentes, como os próprios Estados Unidos e a Austrália, também sofreu redução, o que pode aumentar a demanda por produtos brasileiros em outros mercados. Nesse contexto, ainda que parte da carne destinada aos EUA seja redirecionada a países como o Egito, o impacto na oferta nacional deve ser sentido. A avaliação dos analistas é clara: o tarifaço pode até desacelerar os preços por um curto período, mas o consumidor deve se preparar para um aumento “salgado” em breve.

Fonte: G1.com

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