Ribeirão Preto testa sistema inédito de guincho e pátio virtuais para veículos irregulares

Projeto em fase de testes permite que motoristas com veículos irregulares mantenham seus carros em casa, com rastreamento, evitando remoção ao pátio.
28/07/2025 às 13h51
 - Atualizado há 1 ano
A imagem mostra as mãos de um agente de trânsito e de um motorista, em Ribeirão Preto (SP), durante explicação sobre o funcionamento do projeto de pátio virtual. O motorista segura um pequeno dispositivo de rastreamento; ele usa uma aliança dourada no dedo e uma corrente no punho. Ao lado, o agente segura um celular, aparentemente mostrando informações sobre o funcionamento do equipamento.

Ribeirão Preto, 90 km de Franca, começou a testar uma nova tecnologia que promete facilitar a vida de motoristas autuados por irregularidades na documentação dos veículos. A proposta é simples: ao invés de levar o carro ao pátio, o próprio condutor pode ficar com o veículo sob sua responsabilidade, desde que aceite instalar um rastreador e manter o automóvel parado até resolver as pendências. A novidade está sendo implantada pela RP Mobi, responsável pelo trânsito no município, com autorização da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).

Durante os primeiros testes, realizados entre os dias 8 e 23 de julho, foram feitas mais de 240 abordagens e, em 29 delas, foram identificadas irregularidades. Desses casos, 24 motoristas aceitaram participar do projeto piloto e mantiveram seus carros em casa, monitorados eletronicamente. O processo é todo digital e, ao assinar o termo de compromisso, o motorista se compromete a não movimentar o veículo até regularizar a situação. Caso descumpra as regras, perde o direito de aderir ao sistema no futuro.

O funcionamento do chamado “pátio virtual” é prático: o motorista é abordado, informado da infração e da nova opção. Se concordar, recebe um rastreador e se torna legalmente responsável por manter o carro parado no endereço informado. Depois de pagar as taxas e resolver a documentação, o rastreador é devolvido à RP Mobi e o carro é liberado de forma definitiva. Se o aparelho for danificado, extraviado ou não devolvido, o condutor pode responder criminalmente.

Esse projeto faz parte de um programa de inovação chamado Sandbox Regulatório, que permite o teste de soluções temporárias no setor público. A fase experimental do pátio virtual dura 60 dias e está sendo usada para avaliar se o modelo é viável tecnicamente e economicamente. Ao final do prazo, um relatório será enviado à Senatran, com base nos dados reais coletados durante a operação. A expectativa é que essa iniciativa traga mais agilidade ao trânsito, economia de recursos e menos burocracia para todos.

Tudo sobre

Leia também:

Escolha sua rádio