Mulher acusada de envenenar gatos é condenada a mais de 13 anos de prisão em São Joaquim da Barra

Aparecida Donizeti Berigo, de 60 anos, foi sentenciada por maus-tratos após morte de cinco animais, mas Ministério Público recorre e pede pena maior com base em mais de 30 mortes
13/05/2025 às 09h43
 - Atualizado há 1 ano
Imagem mostra uma mulher sentada em uma cadeira dentro de uma sala, com o rosto pixelado. À frente dela, uma policial de colete rosa e crachá pendurado no pescoço aponta em direção à porta. O ambiente parece ser uma delegacia ou unidade policial, com móveis simples e luz natural entrando por uma janela ao fundo
Aparecida Donizeti Berigo, acusada de envenenar gatos em São Joaquim da Barra, durante abordagem policial; ela foi condenada a mais de 13 anos de prisão — Foto: Reprodução

A Justiça condenou a 13 anos e 4 meses de prisão em regime fechado a mulher de 60 anos acusada de matar gatos envenenados em São Joaquim da Barra (SP). O caso, que ganhou grande repercussão na região no fim do ano passado, envolve Aparecida Donizeti Berigo, que, segundo a denúncia, usou substâncias altamente tóxicas e proibidas, como chumbinho, mercúrio e carbofurano, para matar os animais.

Apesar da condenação pela morte de cinco gatos, o Ministério Público não concordou com a sentença e recorreu da decisão. Segundo o MP, mais de 30 gatos foram encontrados mortos na cidade, e a pena deveria considerar a totalidade dos crimes cometidos, e não apenas os casos que foram periciados.

De acordo com a sentença, os animais morreram de forma cruel e com intenso sofrimento. Câmeras de segurança registraram Aparecida deixando pedaços de carne supostamente envenenados na rua Paraná, na região central de São Joaquim da Barra, em dezembro de 2024. Ela foi presa no dia 9 de janeiro e permanece detida na Penitenciária Feminina de Pirajuí, após a Justiça entender que sua liberdade representa risco à ordem pública.

Para o promotor do caso, a pena precisa ser aumentada e deve levar em conta a gravidade de todas as circunstâncias, incluindo o número total de animais mortos. A Promotoria reforça que o crime não foi isolado e teve impacto direto na comunidade local.

O advogado de defesa da Aparecida, Vinicius Magalhães, disse que vai entrar com recurso para diminuição da pena.

“Não existiram provas suficientes para comprovação da autoria delitiva e do nexo de causalidade entre a conduta e o resultado típico. Apresentaremos recurso ao Tribunal Paulista”, disse. O recurso do MP será analisado por instâncias superiores.

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