
Justiça decide que engenheiro acusado de esfaquear ex-mulher, filha e ex-sogra vai a júri popular em Franca

A Justiça de Franca determinou que o engenheiro civil Luís Fernando Bentivoglio, de 32 anos, acusado de esfaquear a ex-mulher, a filha de um ano e a ex-sogra, vá a júri popular. A decisão foi tomada após a primeira audiência de instrução do caso, realizada em março no Fórum da cidade.
Apesar da determinação judicial, ainda não há data marcada para o julgamento. O processo segue em segredo de Justiça. Assim que saiu a decisão da juíza responsável, a defesa do engenheiro entrou com um recurso, pedindo que o caso não seja submetido ao Tribunal do Júri.
Durante a audiência, o advogado de Bentivoglio, Júlio Mossin, argumentou que o réu não teve intenção de matar a filha nem a ex-sogra, Rosana Baldim, de 53 anos. Quanto ao ataque contra a ex-companheira, Amanda Ramazini, de 32 anos, a defesa alegou “desistência voluntária”, ou seja, que o engenheiro teria interrompido a ação por vontade própria ao perceber a gravidade da situação. Duas testemunhas de acusação ouvidas confirmaram essa versão.
O crime aconteceu no dia 21 de outubro do ano passado, em um condomínio no Jardim Noêmia, zona sul de Franca. Segundo a investigação, Luís Fernando invadiu o apartamento onde Amanda morava e a atacou com diversos golpes de faca, além de agredir a filha do casal, de apenas um ano, e a ex-sogra. Um porteiro que ouviu os gritos tentou conter o agressor.
Amanda, que estava grávida na época, sobreviveu ao ataque, mas ficou internada por vários dias. Ela levou mais de 100 pontos no corpo, sendo 60 somente na cabeça, e teve um pulmão perfurado. A mãe dela e a criança sofreram ferimentos mais leves.

Luís Fernando foi preso em flagrante no dia do crime e segue detido na Penitenciária de Serra Azul, à disposição da Justiça. Ele responde por tentativa de feminicídio, estupro e violência psicológica.
Em nota, a defesa afirmou:
“A defesa de Luiz, não se conformando com sua pronúncia por todos os crimes e vítimas, recorreu da decisão para o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Frisa-se que não há um elemento de prova plausível de que teria tentado matar sua filha, uma bebê, e sua ex-sogra, o que motivou o manejo do recurso.”
Apesar da tragédia, Amanda teve uma boa notícia recentemente: no dia 30 de abril, ela deu à luz à terceira filha. Mesmo com complicações no parto, mãe e a bebê passam bem e já estão em casa.
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