Idoso que atropelou e matou motociclista em Orlândia guardou carro na garagem após acidente

Márcia Amorim, de 40 anos, era entregadora de medicamentos e morreu após ser atingida por um carro que invadiu a preferencial. Motorista de 80 anos deixou o local sem prestar socorro
22/05/2025 às 10h01
 - Atualizado há 1 ano
Montagem com duas imagens. No plano principal, uma câmera de segurança registra o momento em que um carro modelo Fiat Uno branco entra na garagem de uma casa em uma rua residencial. A cena é iluminada pela luz do dia, e há sombra de árvores no asfalto. No canto inferior esquerdo da imagem, há uma inserção com o retrato de uma mulher sorridente, de cabelos cacheados escuros, pele clara e batom vermelho. Ela é Márcia Amorim, vítima do acidente.
Idoso guarda o carro na garagem após atropelar e matar a motociclista Márcia Amorim, de 40 anos, em Orlândia (SP). Ela era entregadora de medicamentos. — Foto: Reprodução

Foram divulgadas nesta quinta-feira, 22, imagens de câmeras de segurança que mostram o momento em que uma motociclista é atropelada por um carro, em um cruzamento na região central de Orlândia (SP). A vítima, Márcia Amorim, de 40 anos, era entregadora de medicamentos. Ela sofreu ferimentos graves e morreu após ser socorrida.

O acidente aconteceu no cruzamento da Rua 14 com a Avenida 9. As imagens mostram um Fiat Uno avançando a via preferencial e atingindo a moto. Após a colisão, o motorista, um idoso de 80 anos, não para para prestar socorro. Ele segue dirigindo por poucos metros até sua casa, onde guarda o carro na garagem. Enquanto isso, Márcia permanece caída no asfalto, aguardando atendimento.

Segundo a Polícia Militar, o motorista alegou estar emocionalmente abalado e, por isso, deixou o local. Ainda de acordo com o depoimento, ele avisou a família, e um dos filhos foi até o ponto do acidente.

O caso foi registrado na Polícia Civil como homicídio culposo na direção de veículo automotor, quando não há intenção de matar.

Márcia estava há cerca de um ano na profissão de entregadora. Apaixonada pela liberdade de pilotar, era cuidadosa no trânsito, segundo amigos e colegas de trabalho. A morte gerou comoção e indignação entre familiares e moradores da cidade.

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