
Torcedores morrem antes de jogo da Libertadores entre Colo-Colo e Fortaleza

Um adolescente de 13 anos e uma jovem de 18 morreram durante um tumulto entre torcedores que tentavam entrar Estádio Monumental, em Macul, no Chile, momentos antes do jogo entre Colo-Colo e Fortaleza pela segunda rodada da Copa Libertadores.
Segundo testemunhas, cerca de 100 torcedores tentaram invadir o estádio, possivelmente sem ingresso, momentos antes da partida. A polícia interveio para conter o grupo, o que provocou uma debandada. Nesse momento, uma grade metálica caiu e esmagou as vítimas. Há suspeitas de que um carro da polícia tenha atropelado os jovens ao passar por cima da estrutura.
Bárbara Pérez, irmã da jovem de 18 anos, afirmou à imprensa local que a vítima possuía ingresso e documento em mãos. “Ela chegou [ao hospital] sem sinais vitais. Um veículo policial a atropelou. Ela veio com um ingresso na mão.”

Uma investigação foi aberta pelo Ministério Público do Chile para apurar as causas das mortes e se houve responsabilidade das forças de segurança pública. O jornal chileno ‘La Tercera’ destacou que um grupo de torcedores tentou invadir o estádio e começou uma grande confusão. Com isso, policiais chegaram ao local. Lá um veículo lançador de gás lacrimogêneo teria atropelado duas pessoas.
Apesar da tragédia, a partida começou às 20h, no horário local, mas foi interrompida aos 65 minutos, com o placar em 0 a 0, após torcedores do Colo-Colo invadirem o campo. A Conmebol ainda não informou se o jogo será retomado ou remarcado com portões fechados.

Em comunicado nas redes sociais, a entidade lamentou o ocorrido:
“A CONMEBOL lamenta profundamente o falecimento de dois torcedores nas imediações do Estádio Monumental antes do início da partida entre Colo-Colo e Fortaleza Esporte Clube. Expressamos nossas mais sinceras condolências às suas famílias e seres queridos.”
A CONMEBOL lamenta profundamente o falecimento de dois torcedores nas imediações do Estádio Monumental antes do início da partida entre Colo Colo e Fortaleza Esporte Clube.
— CONMEBOL.com (@CONMEBOL) April 11, 2025
Expressamos nossas mais sinceras condolências às suas famílias e seres queridos.
Estamos juntos neste…
O caso teve repercussão imediata no mundo esportivo e na segurança pública chilena. Na manhã desta sexta-feira, 11, Pamela Venegas, responsável pela segurança nos estádios do Chile, pediu demissão após críticas sobre condução do evento. O ministro da Segurança, Luis Cordero, confirmou a saída e afirmou que novas medidas de proteção serão aplicadas já no próximo jogo do Campeonato Chileno, o Superclássico entre Universidad de Chile e Colo-Colo.
Cordero também rebateu a proposta da Associação Nacional de Futebol Profissional (ANFP), que quer transformar o Cadastro Nacional de Torcedores em lei. Segundo o ministro, a medida é “oportunista” e não substitui a responsabilidade da entidade na organização e segurança dos jogos.

O presidente do Colo-Colo, Aníbal Mosa, também se manifestou sobre o caso dizendo que “O mais terrível é a perda dessas duas vidas. Estamos em choque e à disposição das famílias. Isso não prejudica apenas o Colo-Colo, mas também o país e a harmonia social.”
Mosa também se comprometeu a identificar os responsáveis pela invasão ao campo e cobrou mudanças estruturais.
Já o dirigente Edmundo Valladares criticou a decisão de realizar a partida mesmo após a confirmação das mortes, segundo ele “Se existiam antecedentes já verificados de morte ou de um acidente de tal gravidade, não deveria ter se jogado”
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