Setembro amarelo: mês dedicado à luta pela prevenção ao suicídio

Brasil teve aumento de 24% nos casos entre 2006 e 2015
01/09/2019 às 09h00
 - Atualizado há 7 anos

O mês de setembro foi escolhido para conscientizar a população para a prevenção do suicídio e a preservação da vida. Durante todo o mês, entidades de todo o mundo vão estampar luzes amarelas, um símbolo do setembro amarelo, campanha que surgiu em 2003, depois que um jovem estadunidense cometeu suicídio.

O caso tornou-se famoso mundialmente, assim como a campanha, que chegou ao Brasil em 2015, graças ao Centro de Valorização da Vida (CVV), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

Para Andréa Chaves, psicóloga especialista em saúde mental, é de fundamental importância debater sobre o suicídio e a saúde mental.

“Assim geramos um processo de clarificação, onde as pessoas com acesso à informação podem buscar o conhecimento que precisam e desmistificar os mitos acerca do tema, aqueles famosos ditos populares ‘ah isso é frescura’, é coisa de gente fraca’ e ainda ‘é coisa do diabo”, destaca.

Um estudo recente, realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e publicado na Revista Brasileira de Psiquiatria, revelou que o Brasil está na contramão do resto do mundo quando o assunto é suicídio.

Conforme o levantamento de 2006 a 2015 houve um aumento de 24% nos casos de suicídio entre jovens brasileiros, dos 10 aos 19 anos. Em contrapartida, o crescimento foi de apenas 17% ao redor do mundo.

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