Alerta: Franca registrou 8 casos de chikungunya neste ano

Imagem ilustrativa A Secretaria Municipal de Saúde confirmou que de janeiro a agosto deste ano foram registrados 19 casos suspeitos, desses 8 deram resultados positivos para febre chikungunya em Franca (SP). Os dados ainda revelam que a maioria é formada
18/08/2016 às 00h00
 - Atualizado há 10 anos

Imagem ilustrativa

A Secretaria Municipal de Saúde confirmou que de janeiro a agosto deste ano foram registrados 19 casos suspeitos, desses 8 deram resultados positivos para febre chikungunya em Franca (SP).

Os dados ainda revelam que a maioria é formada por pacientes que contraíram a doença em outros estados, durante viagens e retornaram para suas casas com a doença.

O relatório mostra que os francanos foram contaminados em Alagoas, Paraíba e Pernambuco. Esses são chamados casos importados, quando a pessoa contrai a doença em outra região. Existe apenas um registro autóctone, que é quando a pessoa fica doente na cidade onde mora.

Os números preocupam porque podem surgir novas confirmações, dois pacientes que apresentaram sintomas da doença fizeram exames de coleta em julho e agosto, os resultados ainda não chegaram.

Em entrevistaao repórter Samuel Cintra na Rádio Imperador AM 920, o secretário de saúde, José Conrado Neto, disse que “as pessoas estão bem, estamos acompanhando e elas estão sem sintomas” concluiu.

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Alerta

A febre chikungunya é uma doença provocada por um vírus, que apresenta sintomas semelhantes aos da dengue, tais como febre alta, dores pelo corpo, dor de cabeça, cansaço e manchas avermelhadas pelo corpo.

A transmissão também ocorre pelo mosquito Aedes aegypti, mas a febre não provoca complicações hemorrágicas, sendo, portanto, uma infecção menos fatal que a dengue.

Avanço no Brasil

Foram 170 mil diagnósticos e 38 mortes confirmadas no primeiro semestre do ano, contra 17 mil casos no mesmo período de 2015, com seis óbitos no ano passado inteiro. O país concentra 88% dos casos de febre chikungunya nas Américas.

A região nordeste apresentou a maior alta na taxa de incidência na doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e registrou 267,8 casos por 100 mil habitantes.

A Organização Pan-americana de Saúde confirmou a epidemia no país e demonstrou preocupação com os próximos meses.

Os especialistas entendem que a situação pode piorar no verão e sobrecarregar os serviços de saúde. Pelo menos 20% dos casos da doença deixam sequelas crônicas, como artrites e artroses.

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