Empresários mineiros exportam tênis especiais para maratonistas de todo o mundo

Do ateliê da Sprint Tênis - num andar de baixo de um sobrado - em Paraguaçu, no Sul de Minas Gerais, saem cinco pares de tênis personalizados e todos feitos pelas mãos do casal Ana Paula, 34, e Roberto Correa Filho, 36. Eles se distribuem em encomendas de
21/02/2014 às 00h00
 - Atualizado há 12 anos

Do ateliê da Sprint Tênis – num andar de baixo de um sobrado – em Paraguaçu, no Sul de Minas Gerais, saem cinco pares de tênis personalizados e todos feitos pelas mãos do casal Ana Paula, 34, e Roberto Correa Filho, 36. Eles se distribuem em encomendas de maratonistas brasileiros e de Portugal, Alemanha, Estados Unidos, Canadá e Nova Zelândia. “É um tênis desenvolvido para corrida de longa distância (ultramaratona) e foi feito para correr sem meia. Não dá bolha nem machuca o pé”, explica o empresário.

Correa conta que a fama vem desde 1991 quando o pai de Roberto também corredor de ultramaratonas – corridas com mais de 100 km – desenvolveu o tênis em São Paulo para ser leve, ventilado, confortável e ter preço.

Por isso, são apenas dois modelos: o Pro-Sprint de R$ 165, e o Minimalista Trail de R$ 150, que é para corrida de montanha. É cobrado o frete na entrega. “Fazemos o tênis personalizado. O pessoal da corrida pede o logo da equipe e tem até pedido de declaração de amor no tênis”.

O tecido utilizado é o nylon aerado, que não acumula água. “Em outras marcas, eles usam o nylon aerado com forro que retém água. Nós não usamos com forro para não encharcar e para ventilar”, explica Ana Paula. Isso é fundamental para uma corrida.

O empresário diz que os outros tênis possuem formas voltadas para os mercados europeu e americano. “O nosso tênis tem uma forma mais larga na frente adequada ao pé do brasileiro e a dilatação que acontece com o ultramaratonista”.

Além desse esporte, Correa explica que, por ser muito confortável, as pessoas têm usado o modelo para trabalhar e para fazer outros esportes. “Tem muita gente com diabete que usa o meu tênis”, informa.

Desde 2004 em Minas Gerais, Correa diz que prefere o atendimento personalizado. Ana Paula conta que é trabalhoso. Corta o tênis a mão, faz um a um confeccionando do número 35 ao número 44. “Nós temos os moldes de cada número e as formas para fazê-los “, explica.

O sonho é ter loja própria. “Com vendedores que fossem corredores e soubessem vender o produto”. Para Correa, a venda direta tem um lucro maior.

Correa conta que já chegou a produzir 15 pares por dia, quando tinha oito funcionários. Mas Ana Paula diz que mão de obra é complicado. “Treinamos, mas depois eles vão embora e aí cai a qualidade do produto. Optamos fazer menos pares, mas com qualidade.

Combinações

Cores.Com trabalho só sob encomenda, Roberto Correa informa que existem 50 combinações de cores na cartela da Sprint Tênis e que cada cliente coloca a cor e a combinação que quiser no tênis.

Fonte: O Tempo

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