Copinha: São Paulo crê que boicote tem data-limite e FPF tenta costurar acordo

O boicote ao São Paulo na Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2014 já conta com dez grandes clubes do futebol brasileiro. Apesar de não se preocupar com as acusações dos adversários, a cúpula são-paulina supõe que o protesto tem "data de validade" para pe
04/10/2013 às 00h00
 - Atualizado há 12 anos

O boicote ao São Paulo na Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2014 já conta com dez grandes clubes do futebol brasileiro. Apesar de não se preocupar com as acusações dos adversários, a cúpula são-paulina supõe que o protesto tem “data de validade” para perder boa parte dos participantes.

Por causa da força política nos bastidores da FPF (Federação Paulista de Futebol) e, principalmente, o jogo de interesses dos empresários que rodeiam as categorias de base, o Tricolor acredita que muitos dos times insatisfeitos vão mudar de opinião até o fim do ano.

Hoje presidente da FPF, Marco Polo Del Nero surge como o principal nome para suceder José Maria Marin na CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Com isso, o dirigente da entidade paulista precisa se mexer para não criar atritos com os aliados, entre eles, Alexandre Kalil, presidente do Atlético-MG, um dos clubes que encabeça o grupo de protesto contra o São Paulo.

A primeira iniciativa de Del Nero para abafar a polêmica foi enviar uma carta aos clubes que aderiram ao boicote. Nela, o mandatário pede que os clubes repensem a decisão. Agora, o próximo passo é organizar uma reunião em São Paulo nos próximos dias para tentar esvaziar o movimento. Para isso, ele conta com o apoio de Reinaldo Carneiro Bastos, vice-presidente da FPF, que foi o escolhido para articular o encontro.

Até o momento, Corinthians, Botafogo, Flamengo, Fluminense, Vasco, Atlético-MG, Cruzeiro, Coritiba, Sport e Vitória enviaram carta à Federação Paulista de Futebol condicionando a inscrição na Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2014 à exclusão do São Paulo.

Por outro lado, Bahia, Palmeiras, Grêmio e Internacional já avisaram que vão participar do torneio. O Grêmio, aliás, é o clube que tem dado suporte e apoio ao São Paulo neste caso. Fábio Koff, presidente do time gaúcho, ligou recentemente para Juvenal Juvêncio, presidente são-paulino, oferecendo ajuda na discussão.

REUNIÃO DO GRUPO DO BOICOTE

Na próxima segunda-feira, no Rio de Janeiro, os responsáveis pelas divisões de base dos clubes que compõem o movimento contra o São Paulo vão se reunir para traçar os próximos passos do protesto. A Federação Paulista de Futebol pretende enviar um representante para acompanhar o encontro e, assim, já tentar desenhar o início de um acordo positivo.

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